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Cauã Reymond e Sophie Charlotte interpretam o casal que lidera uma gangue de motoqueiros em “Reza a Lenda”. | Marcos Camargo/Divulgação
Cauã Reymond e Sophie Charlotte interpretam o casal que lidera uma gangue de motoqueiros em “Reza a Lenda”.| Foto: Marcos Camargo/Divulgação

É inevitável comprar “Reza a Lenda” com “Mad Max”.

O cenário desértico, as gangues motorizadas, a caracterização pós-apocalíptica dos personagens e o herói introspectivo acabam remetendo ao clássico de ação dirigido por George Miller.

Na versão brasileira, o diretor estreante Homero Olivetto acrescentou elementos característicos da cultura brasileira (nordestina, em particular) e fez um filme que se esforça para fugir do senso comum, mas esbarra justamente em sua pretensão excessiva.

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O herói do filme é Ara (Cauã Reymond), líder de uma gangue de motoqueiros que circula por algum lugar do sertão nordestino.

No início da história, o grupo armado rouba a imagem de uma santa adorada pela população local. Conforme “reza a lenda”, se a santa for colocada no lugar correto, finalmente irá chover na região.

Acontece que a imagem pertence a Tenório (Humberto Martins), fazendeiro que inicia então uma caçada para recuperar a imagem roubada.

Filho do publicitário Washington Olivetto, Homero também consolidou carreira na publicidade e deixa isso evidente.

“Coronel”

O melhor do filme é o vilão interpretado por Humberto Martins. O ator, que não é habituée do cinema, incorpora um personagem que remete a uma figura típica do nordeste, o “coronel”, e consegue ser intimidador sem cair no caricato.

Aliado às belas tomadas naturais, o cineasta abusa da estética de videoclipe, imprimindo um ritmo ágil à narrativa.

Um expediente que funciona quando o filme se propõe a investir na ação, mas acaba cansando por causa dos problemas no roteiro.

Aos poucos, os clichês vão se acumulando em “Reza a Lenda”: o protagonista misterioso, os dissidentes rebeldes e o triângulo amoroso formado pela namorada de Ara, Severina (Sophie Charlotte), e Laura (Luiza Arraes), uma turista raptada pelo grupo.

Há até uma tentativa de inserir uma dose de surrealismo, com uma espécie de xamã do deserto, mas que em alguns momentos acaba soando risível.

De resto, “Reza a Lenda” acaba sendo muita forma para um conteúdo promissor, porém, decepcionante.

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