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ACORDES LOCAIS

Da Andalucia, de Monaco Beach e das Criaturas de Charlotte

  • PorLuiz Claudio Oliveira – luizs@rpc.com.br
  • 16/06/2009 21:10
O trio curitibano Criaturas acaba de lançar um dos melhores CDs do ano | Divulgação
O trio curitibano Criaturas acaba de lançar um dos melhores CDs do ano| Foto: Divulgação

Hoje vamos ser pop e internacionais. Mas sem sair de Curitiba. Vamos falar de Andalucia, dar um pulo em Mônaco e cair na cidade de Charlotte, nos Estados Unidos. Tudo isso para falar de três bandas que têm Curitiba como endereço principal.

Amanhã, no James Bar, apresentam-se duas novas bandas da cidade que começam a mostrar um som mais consistente. As duas, coincidentemente, têm nomes de localidades estrangeiras, europeias: Andalucia e Monaco. Depois, vou falar da Criaturas, banda-família aqui de Curitiba, que está lançando disco novo, candidato a um dos melhores do ano, mas que tem dois representantes morando em Charlotte. Vamos por partes.

Monaco Beach – Tem nome de praia, tem até algum som litorâneo, de dia ensolarado, um som para cima, alto astral, dançante. Apenas duas de suas músicas estão disponíveis no MySpace (http://www.myspace.com/monacobeachmusic), infelizmente, mas já dá para perceber algumas coisas boas, como o vocal do também guitarrista Ray. Na música "Tomorrow Love Me More", o teclado faz um som de quase acordeão francês, com um quê de realejo (Monaco Beach?). Bateria de batida seca e as nuances da melodia vão se apoiando em um baixo harmônico e envolvente, que deixa uma cozinha confortável para as guitarras e o teclado.

Aviso, não é recomendável para emos e darks em geral. O sol das músicas pode derretê-los. Juventude alegre e feliz (sem duplas interpretações), que demonstra cuidado com o som e prazer em tocar. Letras do cotidiano dos integrantes da banda, da juventude classe média curitibana.

Andalucia – Outra cidade européia, outra banda curitibana. Também surgida em 2007, tem um som cheio de influências e referências, principalmente do rock britânico, com pinceladas de Radiohead, citações a Oasis e um pé lá no pós-punk. Nem tão para cima quanto a Monaco, mas também nada de ser só down. Mistura buscas instrumentais com letras um pouco mais filosóficas, existenciais. Como a própria banda se define, eles fazem "paperock", que explicam tratar-se de um acrônimo de Psychedelic Alternative Progressive Experimental Rock.

No MySpace (www.myspace.com/andalucia), já tem oito músicas para mostrar e umas delas para download. Algumas gravações trazem o calor de uma apresentação ao vivo, tocando ali na hora, mostrando inspirações, quase improvisações, acertos e defeitos. Ou seja, essa liberdade de andar por vários estilos e gravações diretas deixa os registros com altos e baixos.

Criaturas – O trio curitibano Criaturas tem uma forte ligação com a cidade americana de Charlotte, onde estão morando dois terços da banda. O agora casal casado Xanda e Bruno Zagonel mora lá. Por aqui ficou o Caetano. A banda tem bem mais experiência e acaba de lançar um bom disco, "O Sexto Dedo", que pode ser baixado pela internet no site Mondo Bancana, do Abonico Smith (http://www.mondobacana.com).

Acompanho o trabalho de Xanda e da banda há muito tempo, e fui bem surpreendido pelo disco. A gravação está excelente tanto na parte técnica quanto na concepção musical. É um disco mais autoral, cheio de belas canções. É um trabalho que deve servir de inspiração às duas bandas citadas anteriormente. Não pela linha musical, porque cada uma delas segue um caminho diferente, mas pela qualidade e dedicação. A produção foi de Alvaro Ramos e de Fred Teixeira. Pelo disco passam várias figurinhas carimbadas da música de Curitiba, como Du Gomide, Fábio Elias (Relespública), Coxinha (ex-Catalépticos e atual Hillbilly Rawhide), Andreza Michel (ex-Gianninis e atual Uh La La) e Kátia Aguiar (ex-Bidê ou Balde e atual Uh La La). Mais um bom trabalho do estúdio Gramofone.

As músicas estão com um adorável gosto de Mutantes, de psicodelia brasileira dos anos 60, de Tropicália, mas com toda a experiência musical das 40 décadas que se passaram. Som autoral, não significa que seja um som "cabeça", chato. Não, o trabalho está bem pop, com várias músicas prontas para serem tocadas no rádio e até em novelas televisivas. Alô, alô, meu amigo Helinho Pimentel, toca Criaturas na Mundo Livre. Não é para prestigiar porque é de Curitiba. É tocar porque é bom.

Músicos de luto

O feriadão foi triste para a música de Curitiba. O músico Marcio Roberto dos Santos, conhecido como Mr. X, da banda Maremotos, morreu na sexta-feira, dia 12, depois de lutar contra um câncer no intestino.

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