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Corrente Cultural

Confraria da Costa: os marujos tomam o convés

Confraria da Costa levanta o público do Palco Riachuelo com seu sincretismo musical intenso

  • Daniel Zanella, especial para a Gazeta do Povo
 
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O que é um show da Confraria da Costa? Não é nada simples de definir, mas o resultado, a pouco apresentado no Palco Riachuelo, é palpável: um público alucinado, inúmeras rodas punk e uma série de desautorizações aos costumes para um fim de tarde de sábado.

A Confraria é como se pegássemos o Teatro Mágico, enterrássemos (devidamente) para ficarmos apenas com o mise-en-scène de ares marítimos, a pirataria de fato, e, logo em seguida, resgatássemos o clássico álbum Cubanajarra, das Velhas Virgens.

A tudo isso, mais umas doses de Jethro Tull e Gogol Bordello, resultando, então, num apanhado intenso e um tanto avacalhado – afinal, não é bom esquecer que alguns integrantes usam bandana.

E tudo fluiu muito bem. O quinteto, liderado pelo carismático Ivan, que parece uma cruza de Lemmy, do Motorhead, com o Jimmy do Matanza, mas numa versão um tanto autoirônica, trouxe as canções mais destacadas dos dois álbuns do grupo, Confraria da Costa (2010) e Canções de Assassinato (2012), como a psicodélica “À Deriva”, o quase-blues de “Meu Pequeno Demônio” e a empolgante “És Cadavérico”.

Enquanto algumas crianças tentavam entender o que estava acontecendo e uns pais ameaçavam se embalar com os fãs da banda – eram muitos e tomaram conta da parte central da praça –, os piratas assumiram a Generoso Marques com seu gipsy punk linear, vigoroso e divertido. E lógico que não podia faltar a intensa “Preparar... Apontar... Fogo!” Fim de show. Vitória dos corsários.

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