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Música

Contrabanda grava disco e lança documentário

Depois de 30 anos de ascensão vertiginosa e implosão voluntária, a banda grava seu primeiro trabalho e promete pelo menos um show

  • Sandro Moser
“Punks a Vapor”: os contrabandistas Foguinho, Renato, Walmor, Viralobos e Rodrigão |
“Punks a Vapor”: os contrabandistas Foguinho, Renato, Walmor, Viralobos e Rodrigão
 
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Para quem não compartilhou com eles o turbulento período entre dezembro de 1981 e junho de 1983, a história da Contrabanda parecia uma lenda boêmia recontada pelos bares a respeito de uma banda inovadora e ousada, que unia inconsequência juvenil à pretensões artísticas improváveis, que seriam vanguarda até na Curitiba dos dias atuais.

Trinta anos depois da dissolução após um acidentado show no Grande Auditório do Teatro Guaíra, a Contrabanda resolveu juntar as canções e os cacos para finalmente gravar seu primeiro álbum, Punk a Vapor.

Gravado no estúdio da Toca Discos Voadores (antiga Toca do Coelho), com a produção coordenada pelo baixista Renato Quege, o disco está em finalização e tem previsão de lançamento para o início de dezembro.

“Acho que fizemos o disco que queríamos ter feito naquela época. Essas músicas precisavam ser gravadas, e com o que sabemos hoje conseguimos o melhor resultado possível”, comemora Quege.

Da formação original, além do baixista, estão presentes os vocalistas Rodrigão Barros del Rey e Sérgio Vira­lobos (principal letrista do grupo), Walmor Goes (guitarra) e Oswaldo “Foguinho” Baby (bateria). O guitarrista Luiz Antonio Ferreira não participou das gravações por incompatibilidade de agenda.

No embalo, será lançado um documentário dirigido por Fabio Biondo que retrata a trajetória da Contrabanda e os bastidores da gravação do álbum. Também está previsto o (ainda sem local definido) primeiro show da banda desde o fim das atividades do grupo.

Do Cefet ao Disco Voador

A Contrabanda surgiu no começo dos anos 1980 numa época de pouca informação internacional. Para chegar ao som da banda (apesar da clara influência da MPB de vanguarda dos 1970), os músicos, na faixa dos 20 anos, sabiam melhor o que não queriam fazer: o rock stoneano do Blindagem que fazia a cabeça da moçada curitibana.

Olhando para trás, a banda reconhece que o resultado lembra o pós-punk dos grupos ingleses da mesma época. “Foi antinatural. O natural é que você fosse punk e depois fosse pós-punk. A gente inverteu a ordem, por falta de informação”, diverte-se Rodrigão. “Na atitude, a gente era ‘punk a vapor’, surgidos do nada”, completa Viralobos.

A primeira aparição foi em um Festival de Música do Cefet, em 1981, e teve a “mão” do jornalista e empresário Fernando Tupan.

Tupan “deu um jeito” de que no júri estivessem amigos da banda, como o poeta Thadeu Wojchiechowski e o artista plástico Retamozzo. A banda ganhou todos os prêmios e notoriedade na mídia local.

Depois do começo auspicioso, o segundo passo foi um show no miniauditório do Teatro Guaíra, chamado Por um Novo Incêndio Romântico, dirigido pelo cineasta Fernando Severo. Lotação esgotada em todas as noites. A partir daí foi uma série de apresentações no Paraná e Santa Catarina. Como passo seguinte, a Contrabanda agendou uma turnê ao Rio de Janeiro.

No primeiro show, “aproximadamente uma pessoa na plateia”, o jornalista Hermano Vianna assistiu à apresentação. “Tocamos como se fosse para um estádio lotado”, lembra Viralobos. Nas outras duas noites, casa cheia e para coroar um show de grande sucesso no Circo Voador.

Entre ficar no Rio e voltar para casa, a banda optou por um grande show no Guairão, que, cheio de desacertos, marcou o fim do grupo e parecia relegar suas canções ao esquecimento. Algo que a gravação de Punk a Vapor veio evitar.

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