Wagner Moura em cena de “Narcos”: série da Netflix é “desmistificada” por filho de Pablo Escobar. | Divulgação/Netlfix
Wagner Moura em cena de “Narcos”: série da Netflix é “desmistificada” por filho de Pablo Escobar.| Foto: Divulgação/Netlfix

Depois da estreia da segunda temporada de “Narcos” , no último dia 2 na Netflix, o filho do traficante colombiano Pablo Escobar criticou a montagem da série em um texto no Facebook.

Listando 28 incoerências de “Narcos” ante a realidade, a publicação de Sebastian Marroquin, primogênito de Escobar, já obteve mais de 4 mil compartilhamentos na rede social. “O tédio de assistir à série pode ser evitado”, escreveu Marroquin, que disse considerar a série “ofensiva à história de uma nação e de muitíssimas vítimas e famílias”. Escritor, ele também aproveitou para fazer um convite de leitura ao seu livro, “Pablo Escobar - Meu Pai” (lançado em junho do ano passado).

Confira algumas das “inconsistências” reveladas pela postagem:

O tio inocente

Marroquin critica no post, por exemplo, o fato de a série ter retratado seu tio Carlos Henao como traficante, quando na realidade ele seria arquiteto e “nunca se envolveu em atividades ilegais”.

O time de futebol

Com relação ao time de futebol de Escobar, seu filho explica que o traficante não seria torcedor do Atlético Nacional, como em “Narcos”, e sim do Deportivo Independiente de Medellín. Nesse trecho, Marroquin acrescenta: “se os escritores não sabem nem o time favorito de Pablo, como se atrevem a contar o resto de uma história e vendê-la como certa? ”.

A fuga de La Catedral

Segundo a publicação, o confronto durante a fuga de Escobar do presídio de La Catedral não foi tão grande quanto retratado na série e “apenas um guarda morreu”. A fuga teria sido planejada desde a construção da prisão, quando alguns tijolos teriam sido deixados “soltos” propositalmente.

A arma de Maria Victoria Henao

Diferentemente do que acontece na série, Marroquin explica que sua mãe, Maria Victoria Henao, jamais comprou ou usou uma arma.

A morte de Carrillo

Marroquin diz que o pai não matou o coronel “Carrillo” pessoalmente, como na montagem. “Ele atacou a polícia da Colômbia muitas vezes e matou mais de 500 oficiais em um mês na cidade de Medellín, no final da década de 80. Não me orgulho da violência do meu pai, e devo admitir que sei que ele causou dano à polícia, assim como também lhes deu um monte de dinheiro”, escreveu.

O envolvimento da família

Diferente do que acontece em “Narcos”, Escobar nunca teria obrigado seus filhos a permanecerem escondidos com ele no subterrâneo. “Ele sempre pensou - assim como minha mãe - que a melhor coisa foi que educação e outras oportunidades foram melhor para nós”, diz a publicação.

A família teria presenciado apenas um tiroteio com Escobar, que não se pareceria com o exibido pela série, inclusive em termos de datas: enquanto em “Narcos” a cena se passa em 1993, na realidade teria acontecido entre os anos de 1988 e 1989.

A delação ao cartel

Na série, a sogra de Escobar conta a ele que Maria Victoria Henao, esposa do traficante e mãe de Sebastian, teria sido responsável por entregá-lo ao cartel de Cali. Na vida real, no entanto, a traição teria partido da mãe de Escobar.

Os últimos dias de Escobar

De acordo com Marroquin, Escobar passou seus últimos dias sozinho, e não cercado por seus companheiros como em “Narcos”.

Colaborou: Cecília Tümler

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