O Livro dos Insultos

H. L. Mencken

Companhia das Letras. 260 págs. Jornalismo.

Esse é um dos daqueles livros que tende a marcar o leitor. O conteúdo provoca ecos. O norte-americano H. L. Mencken (1880-1956) foi um dos jornalistas mais notáveis da história da imprensa. Nas primeiras décadas do século 20, fazia uma pardela do povo norte-americano, aquele que era leitor de jornais, pensar. Mencken atacava tudo e todos. Da vida pública à privada. Eis um exemplo: "Exceto no palco, o homem bonito não leva mais vantagem no amor do que o seu irmão mais gótico. De fato, na vida real, ele é visto com a maior suspeição por todas as mulheres, exceto as muito estúpidas."

O Artífice

Richard Sennet

Record. 364 págs. Ensaio.

O intelectual norte-americano Richard Sennet, professor da Universidade de Nova Iorque, defende (neste livro) a tese de que "fazer é pensar". O autor problematiza o labor manual não-industrializado, e analisa as relações entre esforço físico e valores éticos. Uma óbvia, mas brilhante, constatação de Sennet é a de que todo humano tem o desejo de fazer as coisas da melhor maneira possível e, naturalmente, há frustração demais quando esse desejo lhe é negado. O pensador mostra o quanto é possível aprender sobre si mesmo por meio do fazer.

O Sorriso do Lagarto

João Ubaldo Ribeiro

Alfaguara. 342 págs. Romance.

O escritor que lida com temas humanos e tem talento geralmente produz uma obra atemporal, que viaja no tempo. João Ubaldo Ribeiro é um exemplo disso. O romance O Sorriso do Lagarto, publicado originalmente em 1989, acaba de ser reeditado e até parece uma obra inédita, escrita recentemente. Ribeiro faz ficção a partir de nuances do comportamento, como ambição e amor. O personagem central terá o seu destino transformado diante de avanços tecnológicos e, acima de tudo, devido a seu relacionamento com uma mulher.

O Conto Regionalista

Org.: Luiz Marchezan

Martins Fontes. 348 págs. Conto.

Essa antologia procura radiografar, e oferecer ao leitor, o processo de formação do chamado conto regionalista brasileiro, do final do século 19 até meados do século 20. Nas entrelinhas, o organizador, Luiz Gonzaga Marchezan, apresenta uma possível definição do que é esse gênero: narrativas de casos e fábulas que se desenrolam na mata ou campo. Mas, para não ficar apenas no discurso, Marchezan apresenta textos, clássicos do gênero, de nomes como Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay, Inglês de Sousa, Simões Lopes Neto e Monteiro Lobato.

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