Lauro César Muniz, um dos maiores autores de novela do País, parte com grande entusiasmo para o seu segundo trabalho na Record, Poder Paralelo, que estreia em março. E, se em 2006, quando escreveu Cidadão Brasileiro, o objetivo era marcar posição no mercado e, quem sabe, ir modestamente bem no Ibope, agora a missão é estabelecer um padrão de qualidade próprio para a emissora, no esteio de produções como o seriado A Lei e o Crime.

História ambiciosa e frenética, Poder Paralelo promete explorar todo o potencial de produção dos estúdios Rec9 para falar das conexões criminosas entre a Máfia italiana e o narcotráfico na América do Sul. Dispense o clima de O Poderoso Chefão, mas não o charme potencial que os mafiosos costumam ter na dramaturgia. Em Palermo, Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes) é um mafioso que escapa da morte encomendada por um mafioso no Brasil - sua mulher e filhas não têm a mesma sorte. Ele jura, então, vingança e vem para cá, onde sua história se cruza com a de Téo, delegado da Polícia Federal que investiga a ligação entre mafiosos, traficantes e políticos corruptos.

Escrita com a colaboração de autores experientes - Mário Viana, Dora Castelar, Aymar Labaki, Newton Cannito e Rosane Lima -, Poder Paralelo, à moda das grandes produções da concorrente Globo, teve os primeiros capítulos gravados no exterior (Itália) e vai suceder Chamas da Vida na faixa das 22 horas, na segunda quinzena de março. Muniz queria que o título fosse Vendetta (vingança), mas a direção da emissora bateu o pé por um nome em português - e Poder Paralelo saiu de um concurso entre os funcionários da casa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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