
O maestro italiano Claudio Abbado, que dirigiu as principais orquestras do mundo, morreu ontem em Bolonha, no norte da Itália, aos 80 anos.
Abbado estava doente há tempos, motivo pelo qual a orquestra Mozart de Bolonha, dirigida por ele nos últimos anos, havia suspendido seus concertos há dez dias. Em dezembro, o maestro foi substituído devido ao seu delicado estado de saúde.
Nascido em Milão, filho de pai violinista e e mãe pianista, estreou em 1958 como diretor em Trieste, para passar depois ao Teatro de Scala de Milão.
O italiano foi também diretor da Orquestra Sinfônica de Londres, da Ópera do Estado de Viena e da Filarmônica de Berlim.
Ele era visto na Itália como um diretor "revolucionário" por seus projetos para levar a música clássica às prisões e pediatrias de hospitais. Considerava que "a educação musical é, na realidade, a educação do homem".
Em 2010, dirigiu a Orquestra Juvenil Simón Bolívar, na Venezuela, e impulsionou e apadrinhou o jovem diretor venezuelano Gustavo Dudamel.
O maestro recebeu vários prêmios, como o título de Cavalheiro da Grande Croce italiana (1988) e a Cruz da Legião de Honra francesa (1989), além dos títulos "honoris causa" das Universidades de Ferrara (Itália) e Cambridge (Reino Unido).
Em agosto de 2013, tornou-se senador vitalício com uma nomeação do presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, e em dezembro anunciou que renunciava ao seu salário parlamentar para repassá-lo ao financiamento de bolsas de estudos para jovens músicos da pequena cidade de Fiesole.







