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Maria Gadú apresenta o álbum “Guelã” | Divulgação/
Maria Gadú apresenta o álbum “Guelã”| Foto: Divulgação/

A cantora Maria Gadú apresenta seu recém-lançado terceiro álbum no Teatro Positivo nesta sexta-feira (19) , às 21h20. Com os mesmos músicos que participaram da gravação “Guelã” – o primeiro disco de canções inéditas desde 2011 –, a artista irá mostrar novo material na íntegra, junto a novas versões para músicas de trabalhos anteriores, como “Ne Me Quitte Pas” e “Bela Flor”, adaptadas à linguagem do novo trabalho.

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“O show é um retrato do disco ao vivo”, conta Maria, em entrevista por telefone para a Gazeta do Povo. “Para o restante do repertório, pinçamos coisas antigas que tinham a ver com este universo, com o ambiente do disco. Vestimos estas canções de forma mais etérea, que tem a ver com a sonoridade, a timbragem [de “Guelã”]. É um show com um som bem característico do disco”, diz.

Maria, que assina a produção do álbum com Federico Puppi, conta que a diferença entre o estilo de “Guelã” e os de seus dois trabalhos anteriores se deve ao longo intervalo desde o último disco de inéditas, “Mais Uma Página” (2011). Neste período, ela conta que, além de mergulhar na guitarra e no violão, reviu seu próprio trabalho e consumiu discografias inteiras de artistas como Caetano Veloso e a banda inglesa Radiohead, além de nomes mais recentes como a também inglesa Daughter .

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“Comecei a me interessar por outras coisas, e aí veio esse tipo de sonoridade, com guitarras, texturas de timbre. Foi mais uma necessidade pessoal de ampliar minha noção musical, meu conhecimento como instrumentista”, diz. “É uma ruptura porque eu fui inspirada por outras coisas. Acabou nascendo um disco diferente.”

Além da sonoridade mais obscura, que se afasta da linguagem ligada à MPB que marcam seus primeiros dois discos, Maria experimentou também novos estilos de canção em “Guelã”. Nenhuma faixa do novo trabalho traz o estilo melodioso e solar que marcou o disco de estreia, por exemplo, e não há repetições ou refrões. Uma delas, “Sakédu”, é instrumental, assim como a parte principal de “Aquária”. Ao escolher a única composição de outro autor, incluiu “Trovoa”, de Mauricio Pereira – uma composição excepcional, mas aparentemente distante das escolhas que fizeram a cantora emplacar trilhas de novela, por exemplo.

“Já me perguntaram diversas vezes se não acho que é um disco mais difícil, mas para mim é difícil responder”, conta Maria, que também diz não ter enfrentado nenhum obstáculo por parte de sua gravadora ao optar por um caminho mais experimental. “Acho que as pessoas estão ouvindo muito mais coisas hoje e, consequentemente estão mais abertas”, diz.

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