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Reunida após 30 anos, banda Metrô mostra seus hits em Curitiba

Grupo retorna aos palcos com a formação original e disco comemorativo do álbum “Olhar”; show acontece nesta sexta (19) no Vox Bar

  • Sandro Moser
Juntos , 30 anos depois: a banda Metrô toca no Vox nesta sexta-feira (19) . | Divulgação
Juntos , 30 anos depois: a banda Metrô toca no Vox nesta sexta-feira (19) . Divulgação
 
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Quando a banda Metrô surgiu (ainda com o nome de Gota Suspensa) no final dos anos 1970 em São Paulo, sua música era considerada “futurista e pós-moderna”. Hoje, mais de trinta anos depois do fim da banda, no auge do sucesso em 1985, o quinteto original se reuniu para uma série de shows - o próximo nesta sexta feira (19) no Vox Bar, em Curitiba - agora chamados de “retrô”.

“É impressionante como as coisas mudam, para nós é um viagem no tempo. A gente está tocando músicas da época da Gota, músicas do Metrô que não tocávamos na época porque não conseguíamos reproduzir o que a gente fazia no estúdio”, explica a vocalista Virginie Boutaud. “O mais legal é que as músicas continuam atuais”.

Uma das principais estrelas da geração do rock brasileiro nos anos 1980, Virginie explica que a banda decidiu se reunir no ano passado para as comemorações do aniversário de 50 anos do Liceu Pasteur , o colégio francês em São Paulo onde todos os integrantes de ascendência francesa se conheceram. O show também comemorou os 30 anos de lançamento do álbum “Olhar”, que tem hits como “Beat Acelerado” e “Tudo Pode Mudar”. Uma edição comemorativa do álbum foi relançada pela gravadora Sony Music.

“Foi um show tão bom que gostoso, o público curtiu e deu vontade de fazer mais. Desde então, a gente tá fazendo com que isso seja repetido e compartilhado com o público que curte nossa música”.

30 anos de “Olhar”

Virginie conta que ficou 30 anos sem se apresentar profissionalmente , mas nunca parou de cantar. Casada com um diplomata, durante o tempo em que o Metrô ficou desativado ela morou em vários países, como Namíbia, França, Moçambique , Portugal e Madagascar, e usava a música para trabalhos com crianças. Porém, nunca revelava que tinha sido uma estrela pop no Brasil.

“Era a minha identidade secreta. Nunca usava isso para me aproximar das pessoas. Era bom ser um ‘pessoa normal’. Como tem sido bom reencontrar o público”, diz.

Além de Virginie, formam a banda Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Daniel “Dany” Roland (bateria).

Para a ediçã̃o comemorativa de “Olhar”, alé́m do disco original remasterizado, há faixas bô̂nus com remixes para pistas de dança e a versão para o filme “Rock Estrela”, em parceria com Léo Jaime, shows ao vivo gravados na tour de 85 e demos que originaram o material do álbum.Além de muitas fotos, imagens, cartazes de shows e outros itens.

“Os shows têm sido muito divertidos, tudo mundo gosta muito e cantam as letras todas. As pessoas levam os discos antigos, nos dizem que as músicas são muito importantes para elas.”

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