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MÚSICA

“Ter uma banda de rock é uma postura política”, diz guitarrista da Cachorro Grande

Guitarrista da Cachorro Grande, Marcelo Gross, diz que só o “rock desgraçado” é antidoto contra “caretice”. Banda gaúcha toca nesta sexta-feira (15) em Curitiba.

  • Sandro Moser
Banda Cachorro Grande : latindo alto contra a caretice. | Divulgação
Banda Cachorro Grande : latindo alto contra a caretice. Divulgação
 
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TOPO

“Ter uma banda de rock e continuar fazendo o que a gente faz é uma postura política, de honra pessoal, neste tempo tão careta do politicamente correto”, afirma Marcelo Gross, guitarrista da banda Cachorro Grande.

O quinteto gaúcho, que abriu os shows dos Rolling Stones no Brasil no início do ano, toca em Curitiba nesta sexta-feira (15), no Jokers Pub, com abertura dos curitibanos do Escambau.

O show é um dos últimos da turnê de apresentação do mais recente disco, “Costa do Marfim”, aclamado pela crítica como um dos melhores de 2015. O disco, produzido pelo vocalista do De Falla, Edu K, marcou uma mudança de rumos da “Cachorro”.

Algumas experimentações com música eletrônica soaram estranhas a alguns fãs mais conservadores que preferem o rock sessentista que a banda fez em seus primeiros trabalhos.

“Alguns fãs não entenderam a guinada que a gente deu. Eu compreendo. Nos shows, a gente tocas nossas músicas mais antigas da maneira como elas foram gravadas, mas nos discos é preciso dar uma enlouquecida”.

E quem achou que a Cachorro Grande “pirou demais” no último trabalho, não “perde por esperar”, avisa Gross.

A banda prepara o lançamento do novo disco, “Electromod”, no dia 5 de agosto em São Paulo. O guitarrista conta que a banda decidiu ousar ainda mais na gravação do novo álbum.

Single

Nesta sexta -feira (15) será lançado o primeiro single do álbum, exatamente a faixa-título, Electromod. de acordo com o guitarrasta, a música tem “batidas aceleradas e um poderoso riff de guitarra e uma letra polêmica, com recado direto aos intolerantes em uma época de opiniões cegamente polarizadas”.

“Como galera não entendeu muito o Costa do Marfim, a gente decidiu levar ao extremo, botar nossa assinatura e fazer uma coisa mais maluca ainda. Como a gente tinha dado um passo à frente, resolvemos dar mais dois”.

Ele explica que o nome “Electromod” significa a “mistura do velho e do novo, da pegada eletrônica que nós começamos a dar a pouco tempo com toda a parada do mod que a gente tem desde o começo”.

Sobre ser roqueiro no Brasil, Gross avalia que a medida que o tempo passa, é preciso fazer cada vez mais esforço para se manter ativo num cenário de mercado adverso à música que a banda produz.

“A cada ano a coisa fica mais difícil. Mas a gente precisa continuar, precisa dar a cara e seguir fazendo este rock desgraçado e transgressivo por que tá tudo muito careta no país”.

Escambau

A banda curitibana Escambau fará o show de abertura nesta sexta-feira (15). O quinteto, que prepara um novo álbum para o começo de 2017, vai apresentar duas novas composições que vão integrar o próximo trabalho, “Fogo” e “Desaforo Privilegiado”.

“Nos já lançamos as duas músicas em clipes na internet e a reação do público foi muito boa. Queremos sentir como elas vão ficar no palco. E também mostrar o melhor material do Escambau até agora”, disse o compositor Giovanni Caruso.

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