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Nem tão durão assim

Chega às lojas brasileiras documentário que mostra o “lado humano” de Lemmy Kilmister, vocalista do Motörhead

  • Juliana Girardi
Lemmy Kilmister: aos 65 anos, músico é um patrimônio do rock |
Lemmy Kilmister: aos 65 anos, músico é um patrimônio do rock
 
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“Não conte para ninguém, mas o Lemmy é um cara muito legal”. A frase, dita pelo baixista da banda Alice in Chains, poderia muito bem estampar o pôster de divulgação do documentário Lemmy: 49% Motherf**ker. 51% Son of a Bitch (2010), que acaba de ser lançado no Brasil pela gravadora independente Coqueiro Verde Records.

Dirigido pela dupla Greg Olliver e Wes Orchoski, que acompanhou o vocalista e baixista da banda Motörhead durante três anos, o filme humaniza a temida figura de Lemmy a partir dos detalhes de sua rotina e dos depoimentos entusiasmados de roqueiros que destacam suas inúmeras qualidades, entre eles Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Mick Jones (The Clash), Slash, Joan Jett, Peter Hook (New Order), Jarvis Cocker (Pulp), Dave Grohl, além de quase todos os integrantes das bandas Metallica, Anthrax e Mötley Crüe, o ator Billy Bob Thornton e o lutador profissional Triple H.

Nascido em dezembro de 1945 na pequena cidade de Burslem, na Inglaterra, Ian “Lemmy” Kilmister vem acumulando, ao longo de seus 65 anos de idade e 40 de carreira, histórias capazes de fazer inveja a qualquer fã de rock que se preze: aos 16 anos ele assistiu a um show dos Beatles no Cavern Club, foi roadie de Jimi Hendrix, tentou ensinar Sid Vicious a tocar baixo (mas, obviamente, não conseguiu) e inspirou o nascimento do thrash ao fundir punk e heavy metal em sua mais famosa e duradoura banda, a até hoje atuante Motörhead.

Intimidade

Solteiro convicto, mulherengo e muito vaidoso – um dos entrevistados do documentário é o sapateiro que desenha e costura suas famosas botas de cowboy sob medida – Lemmy atualmente mora em um pequeno apartamento alugado em Los Angeles, decorado do chão ao teto com artefatos da Segunda Guerra Mundial e memorabilia nazista (embora Lemmy garanta ser a pessoa mais “anti-nazi” possível).

Ao lado de seu inseparável copo de “Jack and Coke” (uísque com coca-cola), Lemmy revela detalhes de sua vida pessoal e desmente boatos como o de que ele já teria dormido com 2 mil mulheres: na verdade, foram “somente” mil delas. “Não são tantas assim, se você levar em conta que tenho 64 anos”, justifica, com seu jeitão debochado.

Dois desses encontros resultaram em herdeiros. Um deles nasceu quando Lemmy tinha apenas 17 anos e foi deixado para adoção. O outro, Paul Inder, só passou a ter contato com o pai a partir dos 6 anos de idade e hoje é muito presente na vida de Lemmy. Um dos momentos mais tocantes do filme, aliás, é protagonizado por ele, hoje com mais de 40 anos. Sentado ao lado do pai, Paul fica estarrecido com a resposta de Lemmy a uma das perguntas do entrevistador: “Qual é a coisa mais importante para você nesse apartamento”, ao que Lemmy, após olhar ao seu redor, responde certeiro: “Meu filho”. GGGG

Serviço:

DVD Lemmy: 49% Motherf**ker. 51% Son of a Bitch . Coqueiro Verde Records. Preço médio: R$ 24,90. Documentário.

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