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Violinista ensaia obra de Haendel: “comemoração” | Daniel Castellano /Gazeta do Povo
Violinista ensaia obra de Haendel: “comemoração”| Foto: Daniel Castellano /Gazeta do Povo

Programação

Confira os destaques da programação da 27.ª Oficina de Música de Curitiba no Guias e Roteiros da RPC

  • Veja que a 27ª edição da Oficina de Música começa nesta quarta-feira

Aguardando a ordem para atacar as cordas, 13 arcos de violinos saltavam dos braços dos músicos. 17 vozes, ainda em silêncio, também esperavam um simples gesto de Osvaldo Ferreira, sujeito que estava à frente dos 40 componentes da Camerata Antiqua de Curitiba.

O maestro português comandou ontem o penúltimo ensaio à frente da orquestra – o último é hoje, no Teatro Guaíra, palco da abertura – e será o responsável por reger os primeiros acordes oficiais da 27ª edição da Oficina de Música de Curitiba, que tem início nesta noite e segue até o dia 28 de janeiro.

Na abertura do evento – que terá 101 cursos e mais de 1.300 alunos inscritos – Coronation Anthems, de Georg Friedrich Haendel. A obra é uma das mais conhecidas do compositor alemão. Foi escrita em 1727 para a coroação do rei George II e da rainha Caroline, da Inglaterra. Alguns hinos têm caráter dançante e adquiriram tom comemorativo. Tanto lá, na Inglaterra do século 18, como hoje à noite, no Teatro Guaíra.

"A escolha dos hinos é um pouco uma espécie de celebração. Como tudo na vida, inclusive o ano, as coisas se renovam. A oficina se renova, assim como seus professores, os alunos e o processo de aprendizagem", disse Ferreira, também diretor artístico da oficina.

Coronation Anthems é uma das composições que integram o repertório desenvolvido pela Camerata Antiqua em seus 34 anos de existência. O grupo tem mais de mil apresentações no Brasil e exterior e realiza temporadas de concertos anuais em sua sede, na Capela Santa Maria, e em igrejas de Curitiba. Em abril, quando da inauguração do espaço cultural, a mesma obra foi executada pela Camerata, sob a regência do mesmo maestro.

Também experiente é Osvaldo Ferreira. Ao participar da oficina pela oitava vez, o maestro de 42 anos sente-se gratificado. "Desde 2002, na oficina sempre regi a Orquestra Sinfônica e dei aulas de regência. Posso dizer que nos sete anos anteriores, dos mais de 150 jovens regentes com quem tive contato, 40 ou 50 já estão exercendo atividades profissionais com orquestras. Essa é a razão pela qual voltam eu e outros tantos professores", comentou o português, que, na Europa, tem trabalho de sobra.

Ferreira é diretor da programação musical do Teatro de Faro, no sul de Portugal; comanda uma orquestra sinfônica no norte do país e é diretor do FIMA – Festival Internacional de Música de Algarve – conceituado evento que está em sua 31ª edição.

"As diferenças são basicamente em relação à organização. Lá você precisa pensar tudo com muita antecedência por que a concorrência é muito grande. Em relação aos músicos, não há: o ser humano é igual em toda parte do mundo", explicou o maestro, que ressaltou a qualidade dos brasileiros. "Aqui eles têm flexibilidade, se adaptam rapidamente ao regente. Lá na europa há orquestras prestigiadas que estão há dez anos com o mesmo maestro. Isso é uma complicação porque um regente convidado não consegue alterar sua sonoridade".

Novidades

Os cursos, oficinas e concertos oferecidos em 12 espaços de Curitiba até o fim do mês se dividem em fases: música antiga e erudita, popular e eletrônica e blues. Professores estrangeiros, como Yang Liu (China) e Pierre Dutot (França), marcam presença.

Outra novidade da 27ª edição é o festival de Música Étnica Contemporânea, com uma programação que contempla temas tradicionais de países como a Índia, Grécia, França, Namíbia, Malásia, Gabão, Guianas e Lituânia. É música a perder de vista.

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