Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

PUBLICIDADE

História

Rodrigão escreve sobre a história do BAAF

Este texto foi escrito pelo fundador da banda, Rodrigo Barros Homem d'El Rey, para o lançamento do CD Sem Suingue, de 1995:

  • Rodigo Barros Homem d'El Rey
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

A história do BAAF começa em 1981, com a formação da CONTRABANDA, uma banda que tinha como proposta, além da apresentação exclusiva de composições próprias (uma raridade na época em solo curitibano), uma estética “new romantic”, novidade que levou o público curitibano a lotar todas as apresentações de estréia no Mini Auditório do Guaíra e Guairinha.

Traduzindo em miúdos, toda a estética das performances resumia-se em um cenário de ferro velho, feito pela Moema Zu, roupas desenhadas pela estilista portuguesa Branca Aurora e muita vontade da garotada (a média de idade era 17 anos) de interpretar suas canções estilo salada russa da maneira mais barulhenta que seus violões vagabundos permitiam. A direção foi do Fernando Severo.

Após apresentarem-se no Rio de Janeiro, a crítica Ana Maria Bahiana escreveu na “Pipoca Moderna”: “... são verdadeiras esponjas musicais...” obviamente referindo-se à mistureira e baderna bem humorada que aprontaram no Circo Voador.

Alguns shows mais tarde, a CONTRABANDA fez sua última apresentação no Guairão ao final de 82.

Em novembro do ano seguinte, após alguns ensaios no LINO's BAR , estréia o BEIJO AA FORÇA, como banda e como produtora, pois foi a própria banda que organizou (na sociedade dos Operários) o Primeiro (e único) Festival Punk de Curitiba, com a participação das bandas paulistas U.T.I. e Neurótikos ( fase de transição dos Inocentes).

Mesmo com uma proposta mais radical que a CONTRABANDA, o BAAF não deixava os sambas de lado e sempre guardava na manga um sambinha bem barulhento para assustar os punks mais desavisados.

O tempo passou e o BAAF foi abandonando o hardcore e fincando o pé no pop. Fez mais de 300 shows, participou de 3 coletâneas (Cemitério de Elefantes - em vinil / esgotado; ``Tinitus1''- em vinil / esgotado e ``Tinitus 2''- em CD / se não esgotou , falta pouco), 1 álbum ( ``Musica Ligeira nos Pa!ses Baixos''/ vinil pela gravadora Tinitus) , 1 K7 (O Que Quer o Brasil Que Me Persegue/co-produoo BAAF-Fanz Records/esgotado), e 1 CD, ``Sem Suingue'', em 96.

Cansado de esperar pelo reconhecimento das grandes gravadoras, aproveitando a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o BEIJO AA FORÇA resolveu abrir sua própria gravadora, a GRAVAÇÕES UNIVERSAIS ELÉTRICAS SEM SUINGUE (G.U.E.S.S.) para lançar o CD SEM SUINGUE e espera não parar por aí. Mandem as demos.

FORMAÇÕES

A CONTRABANDA ERA:> Rodrigo Homem: viola de 10/voz> Ferry Lover (o amante pau latino): violão/voz> Sérgio Virallobos: voz> Frank Star: baixo/guitarra> Renato Incesto: guitarra/baixo> Fogus Baby de Nós Tardamus: bateria O BEIJO AA FORÇA:> Rodrigo Barros: vocal principal/violão/guitarra base> Luís Ferreira: baixo/cavaquinho/voz> Valmor Góes: guitarra solo/violão/voz> Therciano Albuquerque: teclados/voz> Ricardo Rosinha: bateria/percussão/voz

PASSARAM PELA CONTRABANDA:> Heléne Jáh Lhe Vy - soprano> Rudy Menthar -flauta> Arthidodo Rajadoo - harmônica em l e Dó> Trabuco - Trabuco (clarinete)> *Passaram também alguns ladrões que levaram todos os violões da banda.

PASSARAM PELO BEIJO AA FORÇA:> Renato Quege: baixo> Mola Jones: bateria> Jeff Otto: Bateria> Endrigo Bettega: bateria> Sérgio Virallobos: vocal> Ghetto: saxofone> Foguinho: bateria> **os ladrões passaram também na casa do Rodrigão, onde a banda ensaiava e levaram 2 guitarras, uma Fender e uma Ibanez.

GRAVARAM COM O BEIJO AA FORÇA:> um monte de gente boa, veja a contracapa do LP e o encarte do CD. TCHAU.

8 recomendações para você

deixe sua opinião

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE