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Elenco do espetáculo sofreu nos ensaios com o peso do tema. | Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação
Elenco do espetáculo sofreu nos ensaios com o peso do tema.| Foto: Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação

É com traços de realismo fantástico que a companhia Armadilha apresenta sua nova estreia neste sábado (22). “O Fantástico Coração Subterrâneo” fica em cartaz no auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON) até 8 de setembro, de sábado a terça-feira, com horários alternativos.

Para quem gosta de ouvir uma história, a boa notícia é que a trama traz um enredo reconhecível. Por outro lado, alguns fatos estranhos podem assustar os mais conservadores.

Três irmãos, entre 25 e 30 anos, convivem com um fantasma do passado: a morte dos pais num desastre aéreo, dez anos antes. Cada um lida a seu estranho modo com a dor persistente. Ângela (Tatiana Blum) se tornou aeromoça; Nicolas (Diego Fortes, que também dirige), um matador de aluguel; e o caçula Vito (Alan Raffo), um viciado em xarope para tosse.

Serviço

O Fantástico Coração Subterrâneo

De 22 de agosto a 8 de setembro

Local: Auditório Poty Lazarotto (MON) – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Horário: dia 22 às 20h. Nos dias seguintes (de sábado a terça-feira), sessões às 18 horas** e às 20 horas. Aos domingos, também às 11 horas.

Entrada gratuita

* Não haverá sessão no dia 1º de setembro

** Não haverá sessão às 18 horas na estreia, dia 22 de agosto

A coexistência não implica comunicação entre eles. Quem mais fala é um quarto personagem, o noivo de Ângela (Gabriel Gorosito), que agrega o papel de narrador. Em alguns momentos, fica no ar se o que ele está contando é lembrança ou imaginação – seu papel, na origem do projeto, em 2007, era vivido por Alexandre Nero, hoje estrela da Rede Globo. Também estão no elenco Débora Vecchi, Kelly Eshima e Luiz Carlos Pazello.

“Esbarra no humor, mas não é uma comédia”, avisa o diretor Diego Fortes. “É uma peça sobre o desconforto familiar, aquele que vem junto com as pessoas que realmente importam.” Ele conta que, no processo de criação, os atores com frequência acabavam chorando, dado o peso do luto e da nostalgia vividos pelos personagens.

Outra escolha intrigante são descrições em minúcia dos assassinatos narrados, o que, aliado às frases curtas, poderá lembrar o estilo de Rubem Fonseca.

Como encenação, a peça tem poucos elementos visuais, mas os adereços existentes se recriam ao longo das cenas, que acontecem em três níveis de altura. Um sofá pode virar uma cama, por exemplo.

Nadja Naira faz assessoria artística ao espetáculo que Fortes terminou de escrever no Núcleo de Dramaturgia do Sesi, com orientação de Roberto Alvim. A sonoplastia é de Rodrigo Lemos, que usou elementos de música pop e eletrônica.

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