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Uma sala de cinema deve exibir filmes

Para cineasta, transformar o Cine Luz num escritório da Bienal de Curitiba é “um ato de benevolência com algum tipo de interesse obscuro”

  • PorWilliam Biagioli, cineasta
  • 19/08/2015 17:12
Sala do Cine Luz durante exibição do último filme no local, em 2009. | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Sala do Cine Luz durante exibição do último filme no local, em 2009.| Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo

Em matéria publicada no último dia 17, a Gazeta do Povo informa que o Cine Luz, na Praça Santos Andrade, será reaberto para utilização da Bienal de Curitiba.

A notícia por si só chama a atenção de qualquer amante de cinema. Em Curitiba, a história dos cinemas de rua é longuíssima e rica. O que espanta é a súbita reabertura dele para um fim totalmente diferente. Ou Curitiba se mostra na vanguarda absoluta novamente, utilizando um cinema como escritório, ou me soa como mais um ato de benevolência com algum tipo de interesse obscuro. Por desconfiança, fico mais com a segunda opção.

Nós, os utópicos, temos um pecado muito grave: o de sempre chegar atrasado. Sempre chegamos atrasados nas discussões e, quando vamos ver, as coisas já estão definidas. A sensação é de chegar à festa depois que a banda já foi embora. Neste caso, a sensação é de duplo espanto, pois, se por um lado o cinema será reaberto, por outro será para que sirva de escritório. Eu só gostaria saber de quem foi a ideia. Será que alguém pode dizer?

Pergunto isso porque não tenho ilusões – apesar de um utópico não sou ingênuo – de que as coisas mudem. Só quero saber o porquê dessa iniciativa. Soa como um desafio. Soa como um tapa na cara. Como um deboche, afinal.

Por que não reabrir o Cine Luz para que as pessoas possam ver um legítimo cinema de rua funcionando? Curitiba dá mais um passo para trás (e são tantos ultimamente) em relação à cena cultural e, sobretudo, em relação ao cinema. E pior: na contramão do momento atual, onde pipocam no Brasil mais e mais cinemas de rua nas cidades. Há belíssimos casos como o Cinema São Luiz em Fortaleza e a Cinemateca Capitólio em Porto Alegre.

Seria o mínimo da decência da Bienal de Curitiba, na figura de seu diretor Luiz Ernesto Meyer Pereira, recusar essa cessão e dar o devido fim ao Cine Luz, que é o de exibir filmes. O acervo, que é alvo de críticas de muitos artistas pelo descuido e pela dificuldade de acesso, pode ser disponibilizado em outro local, mais adequado para a atividade. Uma sala de cinema deve exibir filmes e fomentar a cena cinematográfica. Só assim ela respira. Só assim ela vive.

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