Fechou em alta ou em baixa? O balanço dos 20 times do Brasileirão 2018

Encerrado o Campeonato Brasileiro, o Palmeiras é campeão, Flamengo, Internacional e Grêmio o acompanham na fase de grupos da Libertadores, São Paulo e Atlético-MG disputarão a primeira fase do certame e o Atlético-PR pode chegar a ela se vencer a Sul-americana. Campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro também assegurou vaga na competição internacional. Sport, Vitória, América e Paraná vão disputar a Série B em 2019.

Vamos ao balanço de cada clube:

Palmeiras — campeão, fez impecável campeonato desde o retorno de Luiz Felipe Scolari. A questão para 2019 é como fazer para que o time seja competitivo na Libertadores, seu grande sonho de consumo.

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Flamengo — fraco mentalmente, íntimo da derrota, deixou a desejar. Consegue a façanha de, vice-campeão, lotar o Maracanã e ser chamado pela torcida de “time sem vergonha” ao perder do Atlético-PR.

Internacional — em que pese a queda de rendimento na fase final, é inegável que o terceiro lugar, depois de até liderar a Série A, fez da campanha colorada ótima no retorno da segunda divisão.

Grêmio — razoável a participação, mais uma vez comprometida pela prioridade dada à Libertadores. A reação final valeu vaga na fase de grupos, mas é preciso ganhar um título que não tem desde 1996.

São Paulo — liderou, empolgou a torcida, acreditou que levantaria o troféu e nem à fase de grupos da Libertadores conseguiu classificação. Pelo investimento e expectativa criada, deixou a torcida decepcionada.

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Atlético-MG — com presidente novo, cortou despesas após anos de gastança, começou a montar um time, perdeu jogadores importantes, remontou o elenco e vai à Libertadores. No contexto, aceitável.

Atlético-PR — A turbulência nas 12 primeiras rodadas, após bom começo com Fernando Diniz, resultou na troca por Tiago Nunes. Ele aprimorou o time, que termina 2018 jogando o melhor futebol do país.

Cruzeiro — a campanha, pálida, incompatível com a qualidade e o custo do elenco, fez da participação cruzeirense algo lamentável. Como ganhou o bi da Copa do Brasil, poucos perceberam quão ruim foi na Série A.

Botafogo — sem dinheiro e começando o ano com baixas, termina na metade de cima da tabela, à frente de elencos mais caros, como os de Santos e Fluminense. E voltará à Copa Sul-Americana em 2019.

Santos — um dos cinco elencos mais caros da Série A, fez contratações internacionais, trouxe Cuca, sonhou com a Libertadores, mas terminou jogando mal e perdendo para um time rebaixado (Sport). Péssimo.

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Bahia —dentro da realidade do clube, que passa por uma profunda reestruturação administrativo-financeira, foi uma participação bem satisfatória, afastando risco de rebaixamento com folga.

Fluminense — teve um bom momento quando Marcelo Oliveira chegou, mas despencou na reta final, passou 13 horas e 23 minutos sem marcar um gol sequer e não voltou à segundona por pouco. Terrível.

Corinthians — afundado em dívidas, sem capacidade de investimento, fez campanha melancólica para um campeão da temporada anterior, mas nada surpreendente em meio à crise financeira, que deve continuar.

Chapecoense — escapar na última rodada é pouco para um clube que foi à Libertadores na temporada seguinte ao desastre aéreo que dizimou o elenco. Mas nas circunstâncias, o alívio é muito grande.

Ceará —não vencia, parecia condenado à queda, mas quando Lisca “Doido” voltou, o Vozão assegurou a permanência na Série A uma rodada antes do fim. Ótimo para o segundo elenco mais barato entre os 20.

Vasco — escapar do quarto rebaixamento em 11 rodadas foi fundamental para não abalar ainda mais as sofridas finanças vascaínas. Mas o elenco poderia ter oferecido mais. Não venceu fora do Rio de Janeiro.

Sport —Flertou, muito, com o rebaixamento nos últimos anos. Caiu. O desempenho já condenava à queda fazia tempo, com Milton Mendes houve uma reação na reta final, mas era mesmo inevitável.

América —o time mineiro já entra no campeonato ciente de que é um ioiô, ou seja, sobe e desce. E volta para a Série B. Teve bom momento com Adílson Baptista no comando, mas despencou de vez e caiu.

Vitória — com um dos piores times do campeonato, desenhou a volta à segundona com tal precisão que parecia um projeto, um objetivo. Sofrível desempenho, troca de treinadores, roteiro conhecido.

Paraná — como mandante empatou contra seis dos oito mais bem colocados do campeonato. Mas fez a pior campanha como visitante (somou míseros quatro pontos) e mandante. Impossível não cair assim.

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