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Se em lance capital não podem usar o VAR, tirem o VAR do futebol, ora

São Paulo x Palmeiras frente a frente no Morumbi. Jogo semifinal do Campeonato Paulista. Beirou o ridículo a polêmica posterior ao uso do recurso de vídeo pela arbitragem para voltar atrás na marcação de um pênalti contra os tricolores. Diferentes interpretações surgiram, agora não apenas para o lance como para a utilização do recurso que permite ao apitador ver e rever a jogada.

Para alguns Dudu sofreu pênalti de Reinaldo na etapa inicial, outros acham que não. Estou com esses. Vinicius Furlan, o árbitro da peleja, no primeiro momento achou que houve a infração. Apontou a chamada marca penal. A equipe do VAR (sigla em inglês para Video Assistant Referee, o já famoso árbitro assistente de vídeo) sugeriu que o homem do apito revisse o lance.

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No entendimento de alguns, ou muitos, ele não poderia fazer o que fez. Ou seja, deveria ignorar a orientação de quem viu o lance mais de uma vez e o alertava para um possível equívoco, seguindo com sua opinião inicial. Como um teimoso convicto. Uma mula. O árbitro não seguiu tal linha, escutou o alertam foi à beira do gramado, reviu a disputa de bola e então voltou atrás. Perfeito!

Na regra e em suas orientações não consigo identificar qualquer trecho que impeça a atuação da equipe do VAR em situações como a de sábado. Houve, sim, um festival de interpretações, diversas delas na linha do que as pessoas acham, não sobre como são. E ainda tem o clubismo no meio disso tudo. Não se nota esforço para entender, mas o objetivo de impor uma maneira de pensar.

Quem jamais mudou de ideia sobre a marcação de um pênalti após rever o lance. Ainda mais por diferentes ângulos. O árbitro, de seu posicionamento, obviamente achou falta no momento em que Reinaldo e Dudu se chocaram. Quem, na cabine, observou mais vezes e a partir de diferentes câmeras, ficou, no mínimo, em dúvida, por que aquela era uma situação realmente duvidosa.

Orientado a ver a disputa novamente, Fulan poderia seguir abraçado ao seu entendimento inicial, mas optou por usar o recurso de vídeo. E mudou de ideia. Como criticá-lo? Esperavam que ele trocasse de opinião sobre o lance horas depois, em casa? E passasse à noite arrependido por não ir à beira do campo rever a jogada? Se for esse o procedimento, melhor tirar logo o VAR do futebol.

Falta no meio do campo é decisão fácil, como ir à padaria comprar um picolé. Se você não gostar do sabor e se arrepender, não terá grande prejuízo. Pênalti é decisão difícil, como a aquisição de um carro ou de um apartamento. Se fizer um mau negócio, ficará imensamente arrependido e com uma conta bem grande para pagar, especialmente se o imóvel ou automóvel for financiado.

A conclusão é: faltinhas o árbitro não deve checar no VAR se foram, ou não, mas penalidade máxima, sim! Melhor ele conferir em vídeo se deve manter a decisão. Afinal, para que serviria o VAR, se o negócio for errar convicto? Caso o protocolo sugira tamanha bizarrices, que se questione o protocolo. E hoje quem sente-se prejudicado, amanhã estará será beneficiado, ocorrerá naturalmente.

E o ganho maior é para o jogo, para o futebol. Mas do jeito que começa a experiência com o vídeo no Brasil, o VAR do VAR será necessário, cedo ou tarde. Pois a vocação para a distorção parece uma característica marcante em nosso país, onde até a história é torturada sem dó, tudo sempre em nome da conveniência do torturador. Por isso, nada houve de surpreendente o que se passou sábado.

Em suma, se o árbitro vê um pênalti, marca e logo a voz chega aos seus ouvidos dizendo: “Nós achamos que não foi, não quer olhar o replay no vídeo aí å beira do campo?” Por que ele não o faria? Imagine se você acerta a compra de uma casa e antes de fechar negócio alguém lhe alerta que ela tem problemas que não percebera. Você a compraria? Ou verificaria se há tantos pepinos no imóvel?

Em tempo, São Paulo e Palmeiras empataram, 0 a 0. Isso significa que as chances de aquele penal decidir o clássico era muito boa. Isso mostra bem a relevância do lance e o tamanho da decisão. Se os árbitros não puderem usar o VAR em situações assim, que tirem o VAR do futebol e deixem os árbitros errando, firmes, convictos, senhores da razão, ora bolas.

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torcida Coritiba um paranista Estádio do Pinhão

Paranista em meio a torcedores do Coxa no Paratiba. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Coritiba e Paraná jogaram na inusitada situação na qual ambos corriam risco de eliminação e, ao mesmo tempo, pisaram o gramado em São José dos Pinhais com possibilidades de classificação. Contudo, apenas um deles poderia avançar.

A pequena capacidade de público do “Pinhão (4.043 torcedores) fez o Coxa seguir a recomendação do Ministério Público, adotando torcida única neste Paratiba, embora o clube entenda a presença de torcedores como parte do espetáculo”.

Que o Coritiba não embarque na tolice da torcida única, que rebatizada como “humana”. No clássico de janeiro, ela não impediu que torcedores brigassem pelas ruas de Curitiba, mesmo sem setor destinado aos alviverdes na Arena da Baixada. Já no dia do Paratiba do Pinhão, torcedores de Paraná e Coritiba entraram em conflito nas ruas da cidade, longe do estádio, com uma vítima ficando em estado grave (veja vídeo abaixo).

Na arquibancada, a resposta foi clara, com a presença de um torcedor do Paraná, vestindo a camisa tricolor, acompanhando o clássico na galera do Coxa. Foi um claro “não” à torcida única. Em campo, Coritiba 1 a 0.

 

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Petraglia poderia explicar melhor…

Mario Celso Petraglia.

Mario Celso Petraglia.

O jornalista Lúcio de Castro publicou na Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo que o presidente do Conselho Deliberativo do Athletico, Mario Celso Petraglia, foi sócio de duas empresas voltadas à compra e venda de jogadores no Panamá – clique aqui e leia a matéria.

O dirigente reagiu e, pelo Facebook, afirmou que as acusações são “factoides para injuriar e difamar” seu nome e que jamais participou dos negócios citados na reportagem. Petraglia fez questão de reafirmar que irá processar o jornalista, como publicou a Gazeta do Povo.

Para o torcedor do Athletico seria relevante saber do dirigente porque seu nome aparece nos documentos apresentados na reportagem, dos tempos em que o time foi à final da Libertadores. Se processará alguém na justiça, ou não, parece ser o menos importante para quem é atleticano.

Athletico x Boca Juniors – Libertadores: últimas notícias

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