A chance de comprar um imóvel é agora, saiba o porquê!
A queda na taxa de juros e os diferentes tipos de financiamento tornam a compra do imóvel uma boa oportunidade tanto para moradia, quanto para investimento.
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Ademi PR - A Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná) é uma entidade sem fins lucrativos que, desde 1979, atua em prol do desenvolvimento do mercado imobiliário, bem como das empresas do setor. Desde que iniciou suas atividades, seus dirigentes têm discutido amplamente os temas que interferem direta e indiretamente no mercado imobiliário, junto aos poderes públicos, órgãos ou entidades de direito público privado, a fim de defender os interesses do setor.
Essa é uma boa hora
para a compra do imóvel? Ainda que pese a sensibilidade do momento atual, para
quem quer sair do aluguel ou da casa dos pais, e até mesmo fazer um upgrade
(trocar a residência atual por uma que atenda às necessidades da família em
termos de tamanho, área de lazer e bairro), o momento não poderia ser melhor.
A opinião é do
diretor de Finanças da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado
Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Berto, que explica o motivo: “nunca
tivemos taxas de juros tão baixas para financiamento imobiliário em nosso
país”.
Basta comparar o
cenário do crédito nos últimos quatro anos: em 2016, a taxa de juros para
financiamento habitacional para a compra do imóvel variava entre 10,5% a 12% ao
ano. Agora, em 2020, a taxa média praticada pelos bancos é de 7%.
Essa redução da taxa
de juros tem impactos no poder de compra e na capacidade financeira do consumidor,
como mostra Berto. O diretor de Finanças da Ademi-PR sugere a seguinte
comparação: em 2016, para financiar um valor de R$ 500 mil, a primeira
prestação seria em torno de R$ 5.700,00.
Hoje, para o mesmo
comprador financiar a compra do mesmo imóvel, mantendo o teto de financiamento
de R$ 500 mil, a primeira parcela é de R$ 4.400,00, economia de R$ 1.300,00, ou
seja, 25% no valor da prestação.
“Com uma parcela inicial
mais baixa, as pessoas têm acesso a um valor maior de financiamento e muito
mais facilidade de aprovação dos valores que necessitam. Sem sombra de dúvidas,
esse é o momento para realizar o sonho da casa própria e garantir a segurança
do investimento”, opina Berto.
O diretor da
Ademi-PR diz ainda que o momento é favorável para os investidores, que têm nos
imóveis residenciais um ativo de grande potencial de valorização. A última
pesquisa da Ademi-PR/BRAIN revela que os apartamentos novos na capital paranaense
tiveram uma correção de 5,1% no 2º trimestre de 2020, em relação ao mesmo
período de 2019, ante uma inflação de 2,1%, chegando a R$ 8.272,00 a média do
metro quadrado privativo. “Isso indica ganho patrimonial real”, ressalta.
A diversidade de
linhas de crédito existentes no mercado e o apetite dos bancos para fisgar o
cliente também conferem importantes vantagens ao comprador, segundo Berto. “Os
bancos estão com uma negociação bastante agressiva e esse é um momento
favorável para buscar um financiamento imobiliário”, comenta.
Financiamento imobiliário: tipos e orientações
“Existem diversas
linhas de crédito para financiamento, com base no IPCA, com taxas de juros
ainda mais baixas. Para os clientes mais conservadores, há modalidades de
crédito com taxas de juros fixas sem correção”, comenta o diretor de Finanças
da Ademi-PR.
As modalidades de
crédito mais comuns e seus índices de correção são:
1.Financiamento para compra do imóvel, com correção
pela Taxa Referencial (TR) - modelo
tradicional de financiamento, mais utilizado no mercado imobiliário. “Vale
lembrar que, desde setembro de 2017, a TR está ‘zerada’, ou seja, sem correção
alguma”, lembra Berto.
2.Financiamento para compra doo imóvel, com correção
pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – modelo de financiamento recentemente ofertado, com
taxas de juros mais baixas do que a TR, mas com risco de aumento da correção
pelo IPCA. “Essa linha de crédito é indicada para quem tem a previsão de quitar
seu financiamento em um prazo menor, em até três ou quatro anos, por exemplo”,
orienta Berto.
3.Financiamento para compra do imóvel, sem correção monetária – modelo de financiamento recentemente ofertado, no qual as taxas de juros são mais altas, mas não existe nenhum fator de correção monetária. “Essa linha de crédito tem a maior previsibilidade de parcelas ao longo do contrato, mas com um custo atualmente mais alto que as demais modalidades”, observa Berto.
Para quem já se decidiu pela compra do imóvel e vai financiar uma parte do bem, o diretor de Finanças da Ademi-PR lembra que, tão importante quanto verificar a taxa de juros, é a análise do Custo Efetivo Total (CET) praticado por cada banco. É a CET que mostra o impacto real do custo do financiamento na mensalidade e no valor final da compra do imóvel. “O cliente também deve prestar atenção no valor do seguro, que tende a aumentar mais significativamente a partir dos 50 anos”, alerta.