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Procura por imóveis amplos, com varanda e com proximidade de áreas verdes estão entre as tendências apontadas
Procura por imóveis amplos, com varanda e com proximidade de áreas verdes estão entre as tendências apontadas| Foto: Bigstock Photo
  • Por Ademilar
  • 24/01/2021 19:00

Nada mudou tanto durante a pandemia do coronavírus quanto o significado de morar. É o que revela a pesquisa Futurability Morar. E quem praticou o isolamento social vai se identificar com os apontamentos do report: de espaço privado, íntimo, as residências, tornaram-se público-privadas.

O sócio-fundador da consultoria de inovação Questtonó, Barão Di Sarno, responsável pelo estudo, em entrevista para Haus, explica: “Antes da Covid-19 o espaço físico de uma casa compreendia quarto, cozinha, sala e banheiro. Era o lugar para onde íamos quando as obrigações públicas terminavam. Atualmente, a casa é o espaço físico de onde acessamos o mundo. Dessa forma, tornou-se espaço físico e virtual para privado e público. Dali acessamos quarto, cozinha, banheiro, trabalho, escola, academia, shopping, balada, entre outros”, disse.

E essa alteração de comportamento trouxe uma necessidade de adaptação do morar. O Futurability Morar aponta algumas tendências.

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Construção da casa-nação 

“Os limites do nosso reino nunca foram tão pensados. Buscamos proteção do espaço contra ameaças externas. Neste eixo, podemos apontar comportamentos ligados à fronteira de nossas casas; também uma necessidade de autossuficiência; e uma atenção especial às formas de como fazemos negócios, no caso, online”, explica Di Sarno. É enxergar a casa como uma nação.

E para que essa nação seja construída, são alguns passos. Mas o comportamento já vem sendo percebido no mercado. É o que atesta a arquiteta Ana Sikorski, do escritório curitibano Moca Arquitetura.

“A procura por projetos de reforma cresceu muito desde o início da pandemia. Há ainda quem queira mudar tudo, partindo para um novo imóvel”, declarou Ana. Segundo a profissional, as pessoas passaram a entender o morar com mais conexão, linkado à rotina e a história delas.

“Há quem queira reformar aquele banheiro velho que estava precisando há algum tempo, a sala de estar esquecida ou mesmo o quarto que nunca recebeu uma demão de tinta. Mas também aqueles que mudaram de endereço. Saíram do apartamento para a casa, realizando o sonho de ter um jardim. Houve até os que foram para chácaras”, disse Ana.

Essa procura pelo verde também é apontada no estudo da Questtonó. Um exemplo é que a busca por como fazer jardim vertical aumentou 150% durante a pandemia. Como fazer horta em apartamento aumentou 160%.

| Bigstock Photo

Reforma já! 

O hall de entrada de uma casa é um espaço de fronteira e tem ganhado a atenção nos projetos de reforma. “Aquele ambiente onde antes só havia chaves e correspondências esquecidas torna-se um dos mais importantes da casa”, destaca Ana.

“Por isso, uma ideia na hora de modificar o local é pensar em móveis multifuncionais, como sapateiras, aparadores, também um local para o álcool gel, para as máscaras, entre outros”, indicou a arquiteta.

Algumas soluções para essa “fronteira” também foram apontadas pelo Futurability Morar, que previu certas necessidades arquitetônicas.O report apontou ainda “oportunidades para novos tipos de mobiliário, equipamentos e tecnologias que podem tornar esses rituais mais simples e seguros, evitando que isso se torne mais um fator de ansiedade, já tão presente na vida contemporânea”, pontua o estudo.

Autossuficiência 

A pergunta "como fazer pão” quebrou o recorde histórico de pesquisas no Google Brasil durante os meses de pandemia. O que mostra que a cozinha também ganhou holofotes como local primordial em uma casa.

“Cozinha muito? Pense em áreas de armazenamento. Em tempos de pandemia, as pessoas começaram a reduzir as idas aos mercados e possíveis saídas de casa. E perceberam o quanto aquela despensa da casa da vó era útil”, destaca Ana.

Nesta realidade, novos produtos e serviços contribuem para que as casas deixem de ser somente um vetor de consumo para se tornarem também um ambiente de produção. O Futurabiltiy exemplifica a situação com a sugestão de painéis solares para casas autossuficientes energeticamente.

Para quem acha que essa ideia está longe da sua realidade, o gestor comercial da Ademilar, Handerson Brito, mostra as possibilidades. “A instalação de painéis solares residenciais custa em torno de R$ 30 a R$ 40 mil. Com uma carta de crédito de R$ 100 mil, por exemplo, com parcela mensal em torno de R$ 400, é possível fazer a instalação completa, economizar na conta de luz, e ainda reformar os outros cômodos com o excedente”, explica Brito.

Home office

O home office veio para ficar e o escritório também precisou ser readequado. “As pessoas passaram a olhar para suas paredes como cenários, com mais cuidado, tentando mostrar quem são em pequenos quadrados. É como se trouxéssemos a vida profissional inteira para dentro de casa, e aí você pensa: antes eu passava uma imagem apenas corporal no ambiente de trabalho, hoje é a minha casa que passa essa imagem. Como estas pessoas irão me enxergar através do que estão vendo no fundo da tela?”, provoca a arquiteta da Moca.

Crescer ou derrubar paredes pode ser a solução para criar ambientes mais intimistas. Além disso, “móveis leves, como biombos, podem ajudar a separar ou integrar ambientes de acordo com a necessidade. Novas roupas e acessórios ajudam a administrar o que pode ser visto publicamente e o que permanece no mundo privado”, aponta o Futurabilty.

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Pode onde começar?

O consórcio pode ser a saída para quem busca reformar ou construir, adequando a sua morada às novas necessidades. A modalidade oferece cartas de crédito com valores personalizados.

“É uma alternativa interessante por conta da ausência de juros e de entrada. Com o crédito do consórcio imobiliário também é possível construir, reformar ou incrementar o patrimônio, por meio da aposentadoria imobiliária”, explica o gestor comercial da Ademilar, Handerson Brito. A Ademilar é especialista e pioneira em consórcios imobiliários.

“No caso das reformas, o crédito pode ser utilizado tanto para a compra de materiais quanto para o pagamento da mão de obra”, complementa Brito.

Já quando o objetivo é usar o consórcio para construir, o crédito é liberado em etapas e o consorciado deve apresentar o cronograma físico-financeiro da obra assinado por um engenheiro. Caso o consorciado não tenha o terreno, também pode utilizar parte do crédito da contemplação para comprá-lo.

A Ademilar oferece consórcios com parcelas mínimas de R$ 400. É possível fazer uma simulação, sem custo e sem compromisso, no site da Ademilar.

*Esse conteúdo foi produzido por Haus e é patrocinado pela Ademilar, especialista e pioneira em consórcios imobiliários.