Durante a infância, o nosso cérebro passa por
diversas mudanças através de momentos de aprendizagem. É nesse período que as
habilidades emocionais, cognitivas, físicas e sociais começam a se desenvolver.
Por isso é tão importante investir em uma educação infantil de qualidade que
utilize estímulos estratégicos por meio de brincadeiras, atividades ao ar
livre, jogos e desafios para ensinar as principais habilidades que serão
desenvolvidas mais tarde, durante a vida acadêmica.
Todas as instituições têm como objetivo ensinar bons
hábitos que precisam ser desenvolvidos nos primeiros anos, para que as crianças
se tornem adultos conscientes e responsáveis. Porém, para que eles funcionem, é
preciso que esses ensinamentos tenham intencionalidade e façam parte de um
plano de desenvolvimento, que deve ser aplicado por profissionais capacitados, trabalhando junto com a família para
garantir bons resultados.
Estímulos
com intencionalidade
Desenvolver estímulos de forma intencional significa
ter um projeto pedagógico específico voltado para objetivos definidos entre professores e pais. Nesse contexto,
atividades que parecem simples, como engatinhar ou brincar no parquinho, possuem
um significado muito maior para os profissionais da área de educação infantil,
que entendem através de evidências científicas quais são as janelas de
oportunidade de cada faixa etária que devem ser aproveitadas.
Para explicar essa relação entre as atividades,
Katia Queiroz, coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Bosque
Mananciais, dá um exemplo: “Os nossos alunos têm atividades diárias que
proporcionam estímulos adequados às janelas de oportunidade. Um deles é chamado
de programa motor, no qual trabalhamos habilidades motoras que futuramente
refletirão em faculdades cognitivas necessárias para o período de
alfabetização. O engatinhar realizado de forma orientada, mas lúdica, por
exemplo, vai exigir uma área do cérebro para a coordenação dos movimentos
opositores de perna e braços que é a mesma utilizada no momento da aquisição da
leitura.”
Falta
e excesso de estímulos
Equilíbrio é a palavra-chave para qualquer metodologia pedagógica bem aplicada. Assim como a falta de estímulos pode causar prejuízos irreversíveis para a criança, a superestimulação também não é benéfica para o desenvolvimento cognitivo.
O diretor da unidade Bosque, Luis Ernesto Marroquin, comenta sobre conciliar formação humana e excelência acadêmica:
Essa preocupação, contudo, não deve afastar os pais
de escolas inovadoras, que trabalhem com a intencionalidade como ferramenta de aprendizagem. Os
educadores responsáveis pelas propostas de ensino dessas instituições definem
meios seguros para que os alunos sejam incentivados na medida certa.
Nesses espaços educativos, se parte da premissa de
que o mundo já é um agente estimulador para as crianças. Suas curiosidades,
necessidades e avanços nascem desse contato orgânico com as novidades que vão
sendo descobertas dia a dia. A função dos professores, nesse cenário, é
oferecer ferramentas lúdicas que ajudem os pequenos a compreenderem o que a
vida apresenta a eles.
Por isso, não é necessário temer a possibilidade de
estímulos excessivos. Todo o andamento do processo de aprendizagem será
ajustado de acordo com a identidade e as particularidades
de cada estudante.
Um bom exemplo é o brincar livre, que valoriza a
autonomia e o ritmo da criança. Por meio de brincadeiras imaginativas que são
conduzidas pelo próprio aluno, o educador atua como um condutor da jornada do
aprender, ouvindo e considerando as demandas apresentadas naquele universo
criativo com muito respeito, carinho e acolhimento.
Nessa dinâmica, fica mais fácil detectar, entender e
respeitar os limites de cada um, traçando uma proposta de estimulação
adequada.
A
importância de uma rotina estruturada
Criar uma rotina de estímulos levando em
consideração a singularidade de cada criança é essencial para garantir um bom
desenvolvimento intelectual no futuro. Para a criança, essa rotina, que deve
ser seguida pelos pais também em casa, consiste apenas em atividades
divertidas, mas enquanto elas brincam também ocorre muito aprendizado. Assim,
desenvolve-se um conjunto de
competências que vão prepará-las para o futuro em todas as áreas.
“Na
Educação Infantil, oferecemos à criança um ambiente rico em aprendizagem que
possibilita o desenvolvimento de todo o seu potencial cognitivo, aproveitando
cada fase de sua maturidade e considerando traços da sua personalidade, para
que o resultado seja ainda mais natural e transformador”, comenta Keila
Delgado, professora do Colégio do Bosque
Mananciais há 10 anos.
“Trabalhamos
com estímulos diários que auxiliam no desenvolvimento da fala, da língua
inglesa, do raciocínio lógico e de habilidades motoras, além de introduzi-los
no mundo das artes e da música, despertando sua curiosidade para o mundo e
preparando-os para as próximas etapas de aprendizado, quando ingressam no
ensino fundamental”, complementa Keila.
Conheça
o Colégio do Bosque Mananciais
O Colégio do Bosque Mananciais é uma instituição
educativa inovadora voltada para famílias que buscam uma formação completa para
seus filhos. Para o desenvolvimento infantil a instituição utiliza o projeto Optimist, que parte de investigações
científicas realizadas sobre aprendizagens oportunas, oferecendo aos alunos uma
rica e organizada estimulação para que alcancem, segundo condições pessoais de
cada um, níveis ótimos de maturidade, desenvolvimento e aprendizagem.