De geladeiras a casas: Como o consórcio impulsionou o mercado de crédito brasileiro
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  • Por Consórcio Servopa
  • 05/03/2020 01:01

Houve uma época no Brasil, em que para se comprar uma geladeira era preciso juntar o dinheiro de várias famílias para poder financiar a compra. Foi assim que no começo da década de 1960 surgiram as primeiras associações de consórcio. Amigos, vizinhos ou colegas de trabalho uniam as economias mensalmente para comprar um único bem e sortear entre eles.

“Estamos falando de uma época onde começava a industrialização no Brasil. Então existiam os produtos, mas nenhuma linha de crédito para compra acessível. As altas taxas de juros sempre foram um problema para o nosso país”, lembra o gerente do Consórcio Servopa, Mário Munhoz.

Atuando no sistema de consórcio há mais de 30 anos, Munhoz conta como a organização para a compra coletiva incentivou o comércio e a indústria brasileira. “Naquele tempo essa modalidade de crédito também era voltada para a compra de eletrodomésticos, mas a maioria focava em automóveis, caminhonetes e caminhões, bens que foram fundamentais para desbravar o país”, conta.

Com a popularização dos grupos, a Receita Federal passou a regular e fiscalizar este mercado, até 1991, com a eleição do Banco Central para substituir esta função. “Com a vinda do Banco Central tivemos significativas mudanças no sistema de consórcios, aumentando a confiabilidade. Já na primeira circular, o Banco Central definiu três pontos principais para a modalidade funcionar como a conhecemos hoje: estipulou claramente a figura da administradora, dos grupos e consorciados; colocou os interesses do grupo como sendo prioridade sobre o interesse de um único consorciado e principalmente liberou as administradoras da obrigatoriedade da entrega dos bens, autorizando o uso do crédito em todo o mercado e dando a liberdade aos consorciados de escolher os fornecedores que ofereciam as melhores vantagens”, relembra o especialista.

Outra importante mudança estipulada pelo Banco Central foi a obrigatoriedade de as administradoras realizarem aplicações financeiras com o dinheiro em caixa dos grupos, fazendo com o que o crédito nunca fique parado, sem render.   “Cada grupo de consorciado tem sua vida financeira independente. Não se confunde a arrecadação de um grupo com a de outro e nem com o dinheiro da administradora. E todas essas condutas e processos passam por um rigoroso processo de fiscalização e orientação do Banco Central”, arremata Munhoz.

Fundado em 1966, o Consórcio Servopa cresceu junto com o segmento e acompanhou todas as mudanças de regulamentação do setor.  Por isso, credibilidade, solidez, tradição e transparência são elementos considerados cruciais pela empresa para o progresso não só da companhia, como de todo o mercado de crédito.

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