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Do sistema atual ao futuro: como treinar equipes e modernizar a contabilidade sem pesar no bolso

Treinamento, auditoria e modernização tecnológica podem reduzir erros, litígios e custos durante a transição para o novo modelo tributário do país

Grafo Auditoria e Gestão

30/06/2026 às 09:25

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A transição para o novo modelo tributário brasileiro — que substituirá gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — tem sido encarada por muitas empresas como um desafio tecnológico, financeiro e operacional. A necessidade de capacitar equipes, atualizar sistemas e revisar processos internos gera preocupação com custos adicionais em um cenário ainda marcado por incertezas econômicas.

No entanto, especialistas defendem que adiar a adaptação pode sair mais caro do que investir na modernização desde já.

Segundo consultorias e empresas de auditoria, como a  Grafo Auditoria e Gestão, de Londrina, os investimentos em atualização tecnológica, capacitação profissional e aprimoramento dos controles internos não devem ser vistos apenas como despesas, mas como medidas capazes de proteger o caixa, reduzir riscos e aumentar a eficiência operacional.

“O que parece custoso à primeira vista tende a gerar retorno rapidamente, à medida que a empresa reduz erros, evita litígios e diminui o retrabalho.”

Daniela Sasaki, sócia da Grafo Auditoria e Gestão.

Treinar equipes é inevitável – e estratégico

A implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) exigirá que profissionais das áreas contábil, fiscal, de controladoria e de compras dominem novas regras, métodos de apuração e integrações entre sistemas. Além disso, o período de convivência entre o modelo atual e o novo sistema tributário deverá se estender até 2032, tornando a capacitação contínua uma necessidade para as empresas.

De acordo com a Grafo, investir na qualificação das equipes não é uma opção, mas uma medida essencial para reduzir falhas operacionais e evitar prejuízos decorrentes de erros de apuração e descumprimento de obrigações tributárias.

Experiências anteriores, como a implantação do eSocial e da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), demonstraram que empresas que não prepararam adequadamente seus colaboradores enfrentaram aumento de inconsistências, retrabalho e penalidades. Com a Reforma Tributária, especialistas avaliam que os desafios tendem a ser ainda maiores, dada a amplitude das mudanças e a complexidade do período de transição.

Tecnologia e atualização de sistemas sem pressionar o orçamento

Outro ponto sensível da transição tributária é a modernização dos sistemas de gestão. A adaptação dos ERPs às exigências do IBS e da CBS demandará atualizações tecnológicas, integrações entre plataformas e revisão de cadastros e parametrizações fiscais.

No entanto, segundo especialistas da Grafo, esse processo pode ser conduzido de forma equilibrada do ponto de vista financeiro e, em alguns casos, até gerar ganhos de eficiência quando acompanhado por uma revisão mais ampla dos processos internos.

Um diagnóstico de gestão pode contribuir para:

  • eliminar atividades redundantes;
  • automatizar tarefas realizadas manualmente;
  • reduzir o tempo de fechamento fiscal e contábil;
  • diminuir a incidência de erros em lançamentos e registros.

Além de facilitar a adaptação ao novo modelo tributário, essas medidas ajudam a compensar parte dos investimentos realizados em tecnologia, ao mesmo tempo que aumentam a confiabilidade das informações e fortalecem os controles internos — aspectos essenciais em um cenário de mudanças estruturais.

Gestão e auditoria redesenham processos e ajudam a prevenir litígios

Empresas especializadas em gestão e auditoria desempenham papel estratégico na preparação para o novo sistema tributário. Segundo a Grafo Auditoria e Gestão, a combinação entre revisão de processos, análise contratual e validação técnica contribui para criar um ambiente mais seguro e eficiente para a transição ao novo modelo.

As auditorias internas e externas, por exemplo, ajudam a garantir que:

  • os controles internos estejam adequados às novas exigências tributárias;
  • eventuais contingências fiscais sejam identificadas e tratadas de forma apropriada;
  • os lançamentos e procedimentos observem as regras aplicáveis ao IBS e à CBS;
  • inconsistências capazes de gerar questionamentos ou litígios futuros sejam corrigidas antes da entrada em vigor das novas obrigações.

Essa atuação preventiva contribui para reduzir a exposição a multas, autuações e retrabalho decorrente de correções posteriores. Além disso, favorece a conformidade tributária e fortalece a segurança dos processos internos durante o período de transição.

Uma transição que pode gerar mais economia do que custo

Embora seja natural que as empresas se preocupem com os investimentos necessários em treinamento, tecnologia e revisão de processos, especialistas destacam que a Reforma Tributária também cria uma oportunidade para promover melhorias estruturais com efeitos duradouros sobre a eficiência operacional.

Segundo a Grafo Auditoria e Gestão, a modernização dos processos fiscais, contábeis e de gestão pode gerar, no médio prazo, ganhos que superam os custos iniciais da adaptação, especialmente quando acompanhada de:

  • melhor aproveitamento dos créditos tributários disponíveis;
  • redução de litígios e contingências fiscais;
  • maior precisão e confiabilidade das informações;
  • simplificação e padronização das rotinas internas.

Em outras palavras, adaptar-se ao novo sistema tributário não precisa representar apenas um aumento de despesas. Com planejamento, suporte técnico especializado e auditorias adequadas, a transição pode se tornar mais segura e eficiente, transformando uma exigência legal em uma oportunidade concreta de modernização e fortalecimento da gestão empresarial.

O que é a GRAFO

A GRAFO é uma empresa especializada em auditoria tributária e gestão fiscal, com 15 anos de experiência no mercado. Sua atuação é voltada ao apoio de empresas na correta apuração de tributos, na identificação de créditos e riscos fiscais, no cumprimento de obrigações tributárias e na implementação de soluções técnicas voltadas à conformidade e à eficiência fiscal.

Entre os serviços oferecidos estão auditoria tributária, programas de compliance fiscal, estudos de benefícios fiscais e elaboração de pareceres técnicos para operações e situações de maior complexidade.

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