Em seu conceito mais
simples, a moqueca poderia ser descrita como um cozido de peixe e/ou
frutos do mar. Mas esta explicação simplificada deixaria de fora toda a
complexidade de sabores que reside na panela de barro na qual é preparada e que
consiste em uma característica. No Brasil ela segue duas vertentes: a capixaba
e a baiana.
Enquanto a capixaba exalta
o sabor dos ingredientes, peixe ou camarões, a baiana leva também
leite de côco e azeite de dendê. Ambas têm entre seus ingredientes, tomate,
cebola e coentro. E as duas são acompanhadas de pirão e normalmente,
arroz.
De garoupa a mista
No Grupo Victor elas são o carro-chefe desde o ano 2000 quando entraram no cardápio. Um dos tesouros desse sucesso é a cozinheira especialista em moquecas Jacilda do Amaral, que trabalha na casa desde a época de Victor Schiochet, que fundou o grupo.
Em todas as unidades do Victor há preparos de moqueca. São seis versões e todas acompanham arroz, farofa de dendê e pirão de peixe. A de garoupa leva o peixe nobre em postas; a de frutos do mar tem polvo, peixe, lula, marisco e camarão; a de peixe leva filés do pescado; já a mista leva peixe e camarões. Há duas opções vegetarianas, de banana da terra (esta com leite de côco) e de legumes.
Além dos ingredientes principais de cada uma,
elas são acrescidas de molho refogado de tomates e temperos.
Sempre atendendo o pedido dos clientes, caso
eles queiram podem pedir para mudar o preparo de qualquer moqueca capixaba para
a baiana.