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CURITIBA

Acordo define retirada de acampamento pró-Lula dos arredores da PF

Fica mantida a possibilidade de concentração dos militantes no mesmo ponto, das 8h às 21h

  • Angieli Maros e Alex Silveira, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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Reunião feita nesta segunda-feira (16) definiu a retirada do acampamento dos manifestantes pró-Lula dos arredores da sede da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, onde o ex-presidente petista está detido desde o dia 7 de abril. Pelo que diz o acordo, assinado inclusive por representantes do Partido dos Trabalhadores (PT), o acampamento será retirado do atual local. No entanto, fica mantida a possibilidade de concentração dos militantes no mesmo ponto – entre as Ruas Barreto Coutinho e Guilherme Matter –, das 8h às 21h todos os dias, sendo o uso de som permitido até 19h30. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e também pelo Ministério Público do Paraná, que intermediou a reunião.

No início da noite desta segunda-feira, a reportagem esteve no acampamento e apurou que os manifestantes não querem ir para o Parque do Atuba, a aproximadamente 3 km do ponto de onde a vigília está hoje. Até as 19h40, ainda não havia informações sobre qual será o novo endereço em que os militantes irão passar a pernoitar. A informação é de que será um terreno vazio na região.Essa questão, porém, deve ser definida em uma reunião no acampamento na manhã desta terça-feira (17), a partir das 9h.

LEIA TAMBÉM: Gleisi diz que acampamento pró-Lula muda de local, mas não vai sair da região da PF

O Partidos dos Trabalhadores informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai manter apenas as quatro tendas na região da PF para possibilitar os atos políticos, mas que toda a mobilização pró-Lula do acampamento vai continuar. A nota reforçou que a saída acontecerá até as 18h de terça. O PT também agradeceu a colaboração de parte dos moradores do bairro que apoiou o acampamento.

Montado no dia 8 de abril, um dia após a chegada de Lula à sede da PF em Curitiba, o acampamento já havia sido alvo de um pedido de transferência feito pela prefeitura da capital. A alegação foi o fato de a prisão de Lula gerar transtornos aos moradores da região e a funcionários do órgão.

Acordo

Com o acordo assinado hoje ,o prazo final para que todas as barracas sejam desmontadas e levadas para o parque é às 18h desta terça-feira (17). Anteriormente, a informação da prefeitura era de que o acesso ao parque continuaria normal.

O documento definiu que na área onde o acampamento foi originalmente montado poderão ser mantidas apenas quatro tendas para “assegurar a estrutura necessária à liberdade de manifestação”, mas sem qualquer pernoite no espaço. O acordo traz ainda que o uso de equipamentos de som será permitido até as 19h30, e que eventos como shows e apresentação de artistas e políticos dependerão de definição prévia com autoridades municipais.

Com isso, ainda ficam temporariamente suspensos o interdito proibitório da prefeitura de Curitiba que impedia a montagem de estruturas de acampamento em parques e praças da cidade e a ação que resultou na aplicação de multa em R$ 500 mil em caso de desobediência da decisão judicial do interdito.

De acordo com o MP, as tratativas do documento foram definidas em comum acordo. “Foi uma solução que agradou a todos”, explicou Procurador-Geral de Justiça do MP-PR Olympio de Sá Sotto Maior Neto. “Garantiu-se de um lado o livre direito de manifestação das pessoas e de outro lado foi possível garantir a tranquilidade de moradores que estavam reclamando no sentido de serem perturbados”, acrescentou, referindo-se às queixas relatadas por quem tem casa nas imediações do acampamento.

Além dos transtornos para acessar suas residências, muitos moradores também passaram a reclamar de barulho durante a madrugada, dos vendedores ambulantes que se acumularam na região e até mesmo de manifestantes que faziam as necessidades nas ruas.

Isolamento

Até as 17h desta segunda, a Secretaria de Estado da Segurança Pública não informou se, com a mudança do acampamento das imediações da PF, os bloqueios feitos pela Polícia Militar serão mantidos. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Sesp se limitou a dizer que a manutenção das barreiras policias “vai depender da necessidade”.

Desde que o acampamento foi montado, o esquema de segurança continuava em reforço na região, com equipes de PMs bloqueando os principais acessos à sede da superintendência -- inclusive para quem precisava utilizar os serviços oferecidos pelo órgão, como a confecção de passaporte, por exemplo.

Distância entre novo local do acampamento e a sede da PF em Curitiba

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