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Campo Largo muda para bandeira laranja
| Foto: Hedeson Alves/Arquivo/Gazeta do Povo

Depois que o número de casos ativos de Covid-19 em Curitiba voltou a patamares de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu um alerta nesta sexta-feira (20) no qual recomenda a volta do uso de máscaras faciais. A recomendação vale para locais fechados ou abertos com aglomeração de pessoas, e foi retomada porque, de acordo com a secretaria, o sistema de saúde voltou a enfrentar pressão pelo aumento do atendimento por outras doenças respiratórias.

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A indicação do uso da máscara vale para transporte coletivo, terminais, estações-tubo, shows, jogos, shoppings, lojas, supermercados, entre outros. Permanece, ainda, a indicação já em vigor para uso desse equipamento de proteção em estabelecimentos de saúde e pelas pessoas com sintomas respiratórios (independentemente do local).

“Quando retiramos a obrigatoriedade das máscaras, firmamos o compromisso de retornar o uso caso fosse necessário. E, neste momento, a avaliação do Comitê, considerando o cenário epidemiológico, é de que há essa necessidade, somada às demais medidas para equalizar a pressão que o sistema de saúde sofre com alta de casos de Covid-19 e de outras doenças respiratórias”, explicou a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

No boletim desta sexta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou mais 1.756 casos de coronavírus na cidade - são mais de 1.700 novos infectados confirmados diariamente desde terça-feira (17). O número de casos ativos, ou seja, de pessoas atualmente em fase de retransmissão do vírus, está em 10.419. É o maior índice desde 14 de janeiro, quando chegou-se a 10.796. Foram anunciadas ainda mais duas mortes pela doença, ambas nas últimas 48 horas.

A taxa de ocupação dos 15 leitos de UTI SUS exclusivos para Covid-19 está em 47%. Já os 25 leitos de enfermarias têm ocupação atual de 32%.

Mudanças no fluxo de atendimento de Saúde

Pelas mudanças anunciadas, as unidades de saúde passarão a atender apenas casos mais urgentes, suspendendo temporariamente o agendamento dos atendimentos aos pacientes crônicos, mantendo, porém, o acolhimento a gestantes e crianças, a realização de vacinação, dispensação de medicamentos e atendimento de odontologia. É o chamado “Fluxo em Y”, em que casos respiratórios são tratados separadamente das demais situações.

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, nos dois anos anteriores, havia a circulação quase que exclusiva do novo coronavírus. “Neste momento, além do coronavírus, outros vírus respiratórios voltaram a circular fortemente em concorrência”, explica.

Nova sublinhagem do coronavírus pode ser a causa do aumento nos números

Segundo Oliveira, o cenário atual da pandemia da Covid-19 reflete a entrada da sublinhagem BA.2 da Ômicron no município. A sublinhagem BA.2 já é encontrada em 86,7% do total de amostras no Paraná. “Tivemos uma alta de casos grande de Covid-19 no início do ano por conta da Ômicron BA.1. E agora, estamos vendo uma nova escalada, por conta da sublinhagem BA.2”, apontou.

De acordo com Oliveira, a BA.2 tem característica de ser ainda mais transmissível, embora com menos possibilidades de agravamento dos casos. “Estudos apontam que cada pessoa contaminada por esta sublinhagem pode transmitir para até outras dez. Essa taxa só é menor que a do sarampo, cuja transmissão ocorre para até dezoito pessoas”, disse.

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