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Após surto de conjuntivite em Paranaguá, doença se espalha pelo Litoral

Pelo menos outras três cidades litorâneas apresentam aumento no número de casos da doença

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Depois de Paranaguá emitir alerta na última semana para um surto de conjuntivite que atingiu mais de 10% da população local em março, outras cidades do Litoral têm registrado aumento expressivo no número de casos da doença. Entre os municípios encontram-se Morretes, Antonina e Guaratuba. Apesar do aumento, porém, as respectivas secretarias municipais de saúde ainda não consideram que a propagação da doença atingiu o estágio de surto.

Fora os 13 mil casos registrados em Paranaguá em março, a prefeitura informa que aproximadamente 200 pessoas infectadas por dia têm procurado tratamento desde o dia 1º de abril.

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Em Antonina, foram 135 casos notificados ao longo de todo o mês passado. O aumento da quantidade de doentes apareceu logo na primeira semana de abril: entre o dia 1º e o dia 5, já são 98 registros de pessoas com conjuntivite que procuraram atendimento na cidade. Segundo o secretário municipal de saúde de Antonina, Odileno Garcia Toledo, foi no dia 2 de abril que o alerta da secretaria acendeu: foram 32 casos detectados ao longo do dia. “A cidade está dando prioridade no atendimento para casos mais graves, por exemplo, para quem chega já com dores nos olhos”, explica Toledo.

O aumento também foi detectado em Morretes, onde ocorreram 135 casos em 11 dias do mês de março. Mesmo sem números muito expressivos, a cidade iniciou uma campanha de conscientização, pedindo atenção redobrada com a higiene. “Ao menor sinal dos sintomas, a orientação é que seja pedido o afastamento de 7 dias para o paciente, para evitar que a doença se espalhe”, conta Sarita Machado, coordenadora da Vigilância em Saúde de Morretes.

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Na cidade de Guaratuba, a Secretaria de Saúde calculou a ocorrência de 158 casos da doença desde o mês de janeiro até o fim de março. Apesar de ter havido leve aumento na incidência desde os últimos dias de março, a gestão não considera a situação preocupante ainda. Mesmo assim, foi lançado um informativo para que a população ficasse sabendo do aumento e procurasse evitar as atitudes que espalham a conjuntivite.

Em Matinhos, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que, por enquanto, não houve aumento na incidência da infecção. A cidade de Pontal do Paraná, enquanto isso, não verificou a quantidade de casos, já que trata-se de uma doença cuja notificação não é obrigatória.

Capital e parecer estadual

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, por enquanto não há registros de aumento no número de casos na capital. Já sobre o risco do surto se espalhar para outras cidades, a Secretaria da Saúde do Estado do Paraná (Sesa) explica que também não há informações. Isso porque, segundo a Sesa, conjuntivite não é uma doença de notificação obrigatória. A secretaria afirma que a responsabilidade pelo controle desse tipo de doença é de cada município.

Sintomas e tratamento

Conforme o médico José Antonio Ferreira Martins, responsável clínico da Semsap de Paranaguá, a conjuntivite viral implica na inflamação de parte do olho e costuma aparecer sempre nesta época do ano. Apesar de não ser grave, é uma doença altamente contagiosa e que provoca incômodo. Geralmente os dois olhos são comprometidos, e o contágio é feito pelo contato direto da pessoa doente com objetos contaminados. Isso ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e ônibus.

Os sintomas se apresentam com olho vermelho e lacrimejante, inchaço nas pálpebras, intolerância à luz e visão embaçada. “Ao sinal dos primeiros sintomas é importante iniciar a separação dos objetos, para evitar o contato e assim disseminar a doença para a família inteira”, orienta o médico.

Com o tratamento adequado a doença desaparece entre 5 e 7 dias. Não existe tratamento específico para conjuntivite viral. Para diminuir o desconforto é importante utilizar soro fisiológico gelado e compressa nas pálpebras, ou ainda usar colírios lubrificantes. Outras medidas ajudam a evitar a propagação da doença, como lavar as mãos com frequência e não a colocar nos olhos e nem coçar. É importante não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal, além de evitar piscinas. Não usar também maquiagem de outras pessoas e toalhas de rosto.

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