• Carregando...
Bicicletas da Yellow estão disponíveis em 13 bairros de Curitiba ao custo de R$ 1 por  10 minutos. | Cassiano Rosario/Gazeta do Povo
Bicicletas da Yellow estão disponíveis em 13 bairros de Curitiba ao custo de R$ 1 por 10 minutos.| Foto: Cassiano Rosario/Gazeta do Povo

Emperrado no papel há mais de dois anos, o projeto de bicicletas compartilhadas costurado pela prefeitura de Curitiba ficou para trás e foi superado por um novo serviço que começou a funcionar nesta terça-feira (22). Operado pela startup brasileira Yellow e já na ativa em outras sete cidades do país, o sistema coloca nas ruas da região central de Curitiba centenas de bikes amarelas que, em sua grande maioria, poderão ser usadas 24 horas por dia.

As bicicletas estão disponíveis em um perímetro de 21 quilômetros quadrados que abrange os bairros Centro, Centro Cívico, Ahu, Cabral, Juvevê, Alto da Glória, Hugo Lange, Alto da XV, Batel, Seminário, Rebouças e Campina do Siqueira. Além disso, a empresa também oferece patinetes elétricos, que, por enquanto, terão operação limitada ao bairro Alto da Glória e no horário das 7h às 21h.

O preço para usar o bikesharing da Yelow é de R$ 1 a cada 10 minutos, sem fracionar a tarifa. Para os patinetes,a tabela inicial prevê a cobrança de R$ 3 de desbloqueio e R$ 0,50 a cada minuto de uso.

Leia também: Greca se reúne com Ratinho para pedir manutenção do subsídio ao transporte coletivo

Ao contrário dos serviços tradicionais de bikesharing, o sistema da Yellow não depende de estações fixas para retirada e estacionamento de bicicletas. É possível retirar a bike ou o patinete no lugar em que ele estiver disponível. Para isso, a localização das bicicletas é atualizada em tempo real no aplicativo. O usuário também pode deixar em qualquer outro lugar dentro do perímetro em que a empresa opera. A orientação é apenas que as bikes sejam deixadas em locais apropriados, como paraciclos e vagas comum de veículos.

Área vermelha mostra área de operação das Yellow bikes em Curitiba; em preto, área onde também funciona o serviço de patinetesYellow/Divulgação

“O atrativo é justamente ser complementar aos trechos urbanos que as pessoas fazem, substituir um trajeto curto que é feito de carro, levar até um ponto de integração de ônibus e diminuir o gasto das pessoas”, explica explica Luiz Felipe Marques, diretor de marketing da Yellow.

Leia também: Deficiente visual é a maior leitora da Biblioteca Pública em 2018

Sobre a limitação da área e do horário dos patinetes eletrônicos, Marques explica que este meio de transporte requer mais cuidado. “Por regra de trânsito, não dá para andar de patinete na rua, mas só em ciclovias e calçadas, o que acaba tendo uma capilaridade menor”, ressalta. Ao contrário das bicicletas, o acesso aos patinetes da Yellow em Curitiba estão disponíveis em 40 pontos, todos elencados no app do serviço. A área de uso é de uma região de 2,5 quilômetros quadrados do bairro Alto da Glória, mas, assim como as bikes, a demanda pode ampliar os limites das rotas com o equipamento.

Com usar

Não há segredo. O uso das bikes e dos patinetes é controlado pelo aplicativo do serviço, que permite o não só o desbloqueio dos cadeados, por meio de um mecanismo de scanner, como também mostra a disponibilidade e a localização em tempo real dos equipamentos. Os pagamentos pode ser feitos tanto com cartão de crédito como em dinheiro. No segundo caso, é possível fazer as recargas em estabelecimentos parceiros espalhados pela cidade.

  • Bicicletas compartilhadas em Curitiba: empresa Yellon passa a operar na cidade

Com esta modalidade estilo pré-pago, tal como funciona com celulares, a empresa diminui as chances de que usuários larguem as bikes fora da área de operação. É que a “infração” gera uma taxa de serviço de R$ 30, que, caso não possa ser descontado dos créditos, impede que o usuário possa retirar novas bicicletas até que haja saldo para quitar a dívida.

Ainda que esteja nas ruas de Curitiba há bem pouco tempo, o serviço já vem sendo bem procurado. Menos de 20 minutos depois que passou a operar, as seis bicicletas disponíveis no Museu Oscar Niemeyer, no Centro Cívico, no fim da manhã desta terça já haviam praticamente sido locadas. Entre elas, as usadas pelos turistas Rafael Silva e Felipe Corrente, que chegaram de São Paulo há quatro dias para conhecer Curitiba.

“Com em São Paulo já tem, a gente pesquisou para ver se tinha aqui e acabamos encontrando. Foi supertranquilo, uma rota curta de meia hora. Só chegamos em frente ao hotel, travamos a bicicletas e deixamos elas em frente ao hotel mesmo. É prático e funciona”, declarou Rafael Silva, de 18 anos. Ele e o amigo Rafael estão hospedados na Rua Dr. Pedrosa, no bairro Batel, e pedalaram cerca de meia hora para chegarem ao destino final. A viagem que custou R$ 3 para cada um, valor bem mais em conta que o custo da tarifa de ônibus, hoje em R$ 4,25.

Blindadas

Não é impossível, mas é muito difícil que as bikes e patinetes virem o novo alvo dos ladrões em Curitiba. “A bike é um projeto inteiro nosso e elas foram desenvolvidas de forma que nenhuma das peças possa ser usada em outras bicicletas”, explica diretor de marketing da Yellow.

Além de GPS que controlam a localização exata 24 horas por dia, as bicicletas também têm um sistema de alarme que apita diante de qualquer movimento atípico, como tentar levantar ou destravar à força os cadeados, por exemplo.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]