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Delegado Amadeu Trevisan afirma que mais pessoas podem ser presas por envolvimento na morte do jogador Daniel. | Átila Alberti/Tribuna do Paraná
Delegado Amadeu Trevisan afirma que mais pessoas podem ser presas por envolvimento na morte do jogador Daniel.| Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Insidiosa, cruel e desnecessária. Foi desta maneira que o delegado Amadeu Trevisan, da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, descreveu a forma como Daniel, ex-jogador do Coritiba de 24 anos, foi assassinado sábado (27). O corpo do atleta foi encontrado no dia seguinte com sinais de tortura, com o pescoço quase decepado e sem o pênis.

Na manhã desta quinta-feira (1.º), o suspeito pela morte, o empresário Edison Brittes Junior, 38 anos, dono de um supermercado, foi preso pela Polícia Civil. Também foram presas a esposa e a mulher dele. A polícia ainda não descarta a prisão de mais gente envolvida com o crime.

Em entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC TV, Brittes admitiu ter matado Daniel porque o jogador teria tentado estuprar sua mulher. “Mesmo que tenha havido uma tentativa de estupro, é preciso entender que a resposta dele [Brittes] foi totalmente desproporcional. Ele jamais podia ter agido dessa forma”, afirmou Trevisan. Segundo o delegado, a existência do estupro ainda vai ser apurada pela perícia, mas já está claro que houve um excesso por parte de Brittes. “Vemos tudo isso como um exagero. Não havia necessidade de ter exterminado a vida do rapaz, muito menos dessa forma insidiosa e cruel”, conclui o policial.

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O delegado confirma que Daniel foi torturado e que, por essa razão, tanto Brittes quanto a mulher e a filha foram presos temporariamente. Para a polícia, as mulheres são consideradas coautoras do crime e vão precisar explicar o que houve naquela noite.

Daniel Messi teve o corpo encontrado sábado (27) na área rural de São José dos Pinhais.Hugo Harada/Gazeta do Povo

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Além disso, Trevisan acredita que o empresário não cometeu o homicídio sozinho. A polícia agora busca identificar outras pessoas que estavam na festa na casa do empresário antes de Daniel ser assassinado. “Todos os que estavam no local do crime e que ele [Brittes] chama para entrar no carro e ir até o local desovar o corpo da vítima são todos autores”, revela o delegado. “Alguns já estão identificados. Ainda não existe mandados contra eles, mas deixo claro: ou eles vêm até aqui ou nós vamos buscar”, enfatiza o delegado.

Tanto o empresário quanto a esposa e a filha tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada, mas Trevisan não descarta a possibilidade de transformá-la em preventiva. “Vamos aguardar a investigação, mas é uma possibilidade, sim”, pontua.

Carreira

Daniel Corrêia de Freitas tinha 24 anos e jogava como meia. Em 2017, ele teve passagem curta pelo Coritiba, atrapalhada por uma sequência de lesões. Atualmente ele atualmente atuava pelo São Bento (SP) e tinha vindo a Curitiba sexta-feira (26) para participar de uma festa de aniversário em uma boate no Batel. Depois da festa, Daniel foi até a casa de Brittes com o pessoal que estava na balada.

Natural da cidade de Juiz de Fora (MG), Daniel teve passagem por Cruzeiro, Botafogo, São Paulo, Coritiba, Ponte Preta e estava atualmente no São Bento (SP). O corpo do jogador foi enterrado quarta-feira (31) na cidade de Conselheiro Lafaiete, também em Minas Gerais.

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