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maré baixa

Novo “recuo” do mar pode ser fenômeno mais comum do que você pensa

Essa seria a terceira vez em dois meses que o oceano parece sumir das praias do estado

  • Da Redação
No início do mês, o recuo do mar deixou várias embarcações encalhadas | Robson Paiter/Agora Litoral/Arquivo
No início do mês, o recuo do mar deixou várias embarcações encalhadas Robson Paiter/Agora Litoral/Arquivo
 
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Classificado como um evento raro, o fenômeno de recuo do mar no Litoral do Paraná parece ter se tornado um evento regular na região. Depois de surpreender moradores e turistas em meados de agosto e no início de setembro, o mar voltou a sumir das praias do estado nesta sexta-feira (22). Contudo, diferente do que aconteceu nas vezes anteriores, a situação vista neste início de Primavera pode ser o resultado de movimentações oceânicas comuns.

Quem explica é o doutor em oceanografia e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eduardo Gobbi. Segundo ele, desta vez, o afastamento do oceano provavelmente está relacionado apenas à fase da lua. “A questão do recuo oceânico parece ter ganhado os holofotes desde o caso de agosto, mas a verdade é que, quinzenalmente, o mar sempre tem alterações por causa das fases lunares”, esclarece. De acordo com o oceanógrafo, as pessoas passaram a prestar mais atenção nesses eventos, que na verdade acontecem regularmente.

A tese também é sustentada por Kaue Alapont, morador da Ilha do Mel, local que pertence ao município de Paranaguá e teve alterações quando o mar recuou em agosto. “Muitas pessoas não conhecem o comportamento do mar com a lua e ficam impressionadas agora que conheceram o recuo. Eu estou aqui sempre e não vi diferença nenhuma”, conta. As marés costumam ficar mais baixas durante as fases de lua cheia e de lua nova, que começou na madrugada da última quarta-feira (20) para a quinta-feira (21).

O oceanógrafo explica, também, que ainda pode estar havendo na região certa influência do fenômeno que causou o recuo em agosto, mas essa hipótese não foi confirmada. Gobbi relembra o que aconteceu na ocasião: “Um centro de alta pressão atmosférica, girando no sentido anti-horário, se formou na região polar. Outro se formou próximo da costa brasileira, girando no sentido horário. Isso fez com que ventos muito fortes se formassem e carregassem a água”, explica.

Tsunami

Mesmo que ainda haja influência dos centros de alta pressão atmosférica no recuo do mar, a situação não oferece risco de tsunamis, como muitas pessoas especulam. A informação é do meteorologista do Simepar Samuel Braun, que explica que, em casos de tsunami, o mar volta com tudo poucos minutos após o início do recuo. “Além de tudo, não há a menor chance de algo assim acontecer no Paraná, que é uma área que não tem maremotos ou terremotos de grande magnitude”, acrescenta.

Colaborou: Cecília Tümler

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