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Cristiana e Edison Brittes seguem presos em São José dos Pinhais.  | Reprodução/Instagram
Cristiana e Edison Brittes seguem presos em São José dos Pinhais. | Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil descartou que o jogador do Coritiba e São Paulo Daniel tenha tentado estuprar Cristiana Brittes, de 35 anos, antes de ser assassinado brutalmente no último dia 27 - o corpo foi encontrado com o pescoço quase degolado e o pênis decepado. A conclusão faz cair por terra o principal argumento do empresário Edison Brittes, 38 anos, marido de Cristiana e que assumiu a autoria do crime. Até então, ele vinha sustentando ter matado o atleta por impulso, depois de uma suposta tentativa de estupro contra a esposa - versão que já era posta em dúvida pela polícia. Terça-feira (6), antes da vitória por 5 a 2 sobre o Coritiba, os jogadores do São Bento, o último clube do atleta, prestaram uma homenagem a Daniel.

O esclarecimento veio do delegado Amadeu Trevisan, da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que voltou a falar sobre o caso no fim da tarde dessa terça-feira (6) após ouvir três novas testemunhas. Elas não tiveram o nome revelado, mas estavam juntos com Daniel na casa da família Brittes, onde o jogador foi espancado. 

Segundo o delegado, as declarações das novas testemunhas, que não têm envolvimento no caso, permitiram concluir que não houve tentativa de estupro porque o jogador estava muito bêbado. Exames feitos pela perícia comprovaram uma dosagem de 13 decigramas por litro do sangue no corpo do atleta. “Ele estava muito embriagado, estava muito aquém de conseguir realizar algum estupro. Para nós, o Daniel simplesmente estava na cama”, afirmou.

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Fotos compartilhadas por Whatsapp com amigos mostram o jogador deitado na cama ao lado de Cristiana. Nas imagens, ela aparece dormindo e, para a polícia, todos os indícios que surgiram até agora apontam que não houve violência sexual. 

Além disso, as três testemunhas ouvidas terça-feira disseram não terem ouvido gritos de pedido de socorro de Cristiana, como a família Brittes afirmou inicialmente. Os únicos gritos que teriam sido ouvidos na casa foi do pedido de ajuda do jogador quando começou a ser espancado.

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Conforme Ricardo Dewes, advogado das testemunhas, elas teriam sido coagidas e ameaçadas a não revelarem o que viram. “No momento dos fatos, foi pedido para que não se movimentassem enquanto o corpo do Daniel não fosse tirado da casa. Depois, foram ameaçados e coagidos até que saísse o carro”, disse o advogado. Questionado sobre a possibilidade de os jovens avisarem a polícia sobre a morte, Dewes respondeu que não o fizeram por causa das ameaças. 

O caso

Tanto o jogador como testemunhas participavam na sexta-feira (26) da festa de 18 anos de Allana Brittes, filha de Edison e Cristiana e que, assim como os pais, também deverá ser indiciada por homicídio qualificado. Assim como o pai, a adolescente chegou a entrar em contato com a família do jogador logo após o crime para oferecer ajuda. 

O advogado da família, Cláudio Dalledone Jr., não comentou os novos depoimentos. Ele irá conceder uma entrevista coletiva à imprensa ainda nessa quarta, após o depoimento de Edison Brittes, marcado para as 10h.

Carreira

Daniel Corrêa Freitasteve uma passagem apagada pelo Coritiba em 2017, prejudicada por lesões. Natural da cidade de Juiz de Fora (MG), teve passagem por Cruzeiro, Botafogo, São Paulo, Coritiba, Ponte Preta e estava atualmente no São Bento (SP). O corpo do jogador foi enterrado dia 31 na cidade de Conselheiro Lafaiete, também em Minas Gerais. 

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