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A economia fala inglês e adora teoria

Nobel de 2007 fugiu à regra e premiou estudo “aplicável” e pouco ortodoxo

  • PorFernando Jasper
  • 21/10/2007 11:51
Sting: sem dom para as rimas | Arquivo Gazeta do Povo
Sting: sem dom para as rimas| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

O Nobel de Economia contrariou algumas de suas tradições em 2007. O Sveriges Riksbank, banco central da Suécia, gosta de premiar economistas ortodoxos, defensores intransigentes do livre mercado e ligados à tradição matemática – ou seja, autores de teorias com aplicação pouco compreensível para os leigos. O prêmio oferecido a Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson foi exceção: reconheceu a contribuição de estudos muito abrangentes, de aplicação prática e que insinuam a importância das instituições para aumentar a eficiência do mercado.

Por outro lado, outras características dos premiados estão perfeitamente alinhadas com a cultura da academia. Os três são norte-americanos – Hurwicz, nascido na Rússia, é naturalizado –, assim como outros 36 premiados pelo Nobel desde 1969, de um total de 61 vencedores. Na lista de premiados, o segundo lugar vai para os britânicos, com oito prêmios. "Quem não publica em inglês está fora do circuito. Além disso, norte-americanos são adeptos dos estudos convencionais, os favoritos da academia", diz Marcelo Curado, professor da Universidade Federal do Paraná.

Apesar de premiar dois economistas mais jovens – Maskin tem 57 anos e Myers, 56 –, o Nobel deste ano não deixou de seguir a regra de reconhecer com algum atraso a contribuição de outros estudiosos. Aos 90 anos, Hurwicz foi o mais velho laureado da história, entre todas as categorias. A média dos vencedores do prêmio econômico é de 66 anos e 7 meses. "O Nobel não incentiva estudos inovadores. Costuma premiar contribuições consagradas há décadas", aponta José Guilherme Vieira, professor do Unicenp.

Ao contrário dos prêmios de Física, Química, Medicina, Literatura e Paz, o Prêmio de Ciências Econômicas não foi instituído pelo milionário sueco Alfred Nobel. Trata-se de uma "categoria maldita" criada pelo Sveriges Riksbank 73 anos depois do Nobel original. O prêmio em dinheiro é idêntico ao oficial, mas é pago pelo dinheiro do banco, e não pela Fundação Nobel.

Figurinhas premiadas

1974 – DIVIDINDO COM O INIMIGOAutor de teorias em Psicologia, Direito e Política e pioneiro em estudos da moeda e das flutuações econômicas, o britânico Friedrich Von Hayek teve de dividir o Nobel com o sueco Gunnar Myrdal, seu rival ideológico.

1976 – O MAIOR LIBERAL"Herdeiro espiritual" de Adam Smith, o "Chicago Boy" Milton Friedman é a síntese do liberalismo do século XX. Inspirou as políticas econômicas do chileno Augusto Pinochet e da britânica Margareth Thatcher.

1994 – GÊNIO DESEQUILIBRADOO "equilíbrio de Nash" é um dos pontos fundamentais da consagrada Teoria dos Jogos. O nome homenageia John Forbes Nash Jr., que teve esquizofrenia e foi retratado no filme "Uma mente brilhante".

1998 – O AMIGO DOS POBRESO indiano Amartya Sen foi um dos poucos premiados a se preocupar com os pobres. Defendeu o papel do Estado na promoção de desenvolvimento econômico com oportunidades a toda a população.

2002 – UM ESTRANHO NO NINHOO israelense Daniel Kahnemann dividiu o Nobel com Vernon Smith por suas inovações no campo da psicologia econômica. É o único laureado pelo Nobel que não teve qualquer formação em Economia.

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