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Presidente da Ogilvy & Mather diz que não há um grande caso de marca construída pela mídia digital | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Presidente da Ogilvy & Mather diz que não há um grande caso de marca construída pela mídia digital| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Esqueça aquela história de fim da mídia impressa. Para Miles Young, presidente da Ogilvy & Mather, maior rede de agências de publicidade do mundo, a ideia é um “disparate”. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, durante sua visita de trabalho ao Brasil, o empresário defendeu que a perda da fatia no bolo publicitário por parte dos veículos impressos é resultado de “uma propaganda muito bem-sucedida” das empresas de mídia digital.

Young dá o exemplo da rede de cafés Starbucks. Há alguns anos, a empresa achou que não precisava fazer propaganda tradicional e que poderia crescer só com mídias sociais, boca a boca e um bom site. Não demorou para voltarem a todo vapor com anúncios tradicionais. “Acho que não existe nenhum caso de uma grande marca construída pela mídia digital. O mundo digital é terra de ninguém. A maioria do conteúdo não é nem vista”, completa.

Na avaliação de Young, se “o conteúdo é bom, ele vai ser sempre lido em qualquer plataforma”. E ele ensina como fortalecer essa característica: as marcas dos veículos precisam ter um ponto de vista editorial claro e um conteúdo forte.

Tempestade perfeita

Responsável pela conta publicitária da Olimpíada do Rio de Janeiro, Young frisou que o humor de mercado por aqui está “muito ruim” e chama o período de instabilidade política de “tempestade perfeita”. “Está havendo um questionamento de instituições. A classe média cresceu, ficou economicamente ativa e ganhou força. E as instituições políticas não acompanharam”, avalia o empresário. Mas lembra que o nosso país não é o único dos chamados Brics com o mesmo problema. Brics são o grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Questionado pelo jornal paulista sobre o que a Olimpíada de 2016 pode fazer pela imagem do país, Young foi taxativo: “Deve fazer bem. Não há nenhum país que não tenha se beneficiado positivamente”. Ele justifica dizendo que tudo está sendo preparado com “modéstia e bom senso”.

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