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Safra de verão

Agricultor banca custo alto com novos financiamentos

Procura por empréstimos para custeio da safra aumenta no Paraná. Valor financiado pelo Banco do Brasil passa de R$ 1 bilhão um mês antes do previsto

  • PorJosé Rocher
  • 24/09/2008 21:26
Saldo dos empréstimos agrícolas |
Saldo dos empréstimos agrícolas| Foto:

Atraso em liberações por mais 2 semanas

Os recursos previstos no Plano Agrícola e Pecuário para investimento (máquinas e infra-estrutura) – menos solicitados nesta época do ano que os de custeio – ainda estão sendo liberados pelo Banco do Brasil, principal agente financeiro também neste setor. A instituição informa que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu tardiamente os termos dos novos contratos e que as alterações ainda estão sendo processadas e discutidas nas agências bancárias. A previsão é que os produtores passem a ser atendidos normalmente daqui duas semanas. É possível adiantar o serviço apresentando proposta de financiamento ao banco. No entanto, o pedido nas concessionárias não pode ser confirmado até a liberação dos recursos.

O Banco CNH, que financia máquinas da Case New Holland, maior fabricante de tratores e colheitadeiras do mundo, já opera normalmente. O gerente comercial da instituição no Brasil, Emir Rutztz, afirma que as solicitações aumentaram 50% nas duas últimas semanas. Ele considera que a elevação está relacionada às dificuldades que o produtor enfrentou no período para ter acesso a crédito em linhas de investimento em outras instituições. Apesar desse problema, Rutztz afirma que as metas de vendas de máquinas devem ser atingidas. O setor quer comercializar 53,1 mil máquinas neste ano, 39% mais que em 2007, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). (JR)

  • Para fugir do financiamento, o produtor Nelson Paludo, de Toledo (Oeste), vai investir mais recursos próprios na safra deste ano.

Os financiamentos agrícolas via instituições bancárias atingiram, na última semana, 50% dos valores previstos para o custeio da safra 2008/09. O plantio do milho e da soja está apenas começando, mas os produtores têm pressa em comprar insumos, pela tendência de alta nos custos. Apesar de dispostos a investir mais recursos próprios na safra, precisam de empréstimos maiores para pagar as contas, a juro de 6,75% ao ano.

O Banco do Brasil, que libera cerca de 70% dos recursos tomados pelos agricultores no Paraná, informou ontem que foi ultrapassada a barreira de R$ 1 bilhão nos financiamentos de custeio no estado (24% para a agricultura familiar e 86% para a comercial). Na mesma época do ano passado, tinham sido emprestados cerca de R$ 700 milhões pela instituição. A estimativa era que, no final deste mês, fossem atingidos cerca de R$ 800 milhões. Agora, o Banco do Brasil estima que o custeio vai chegar a R$ 1,6 bilhão neste ano – se aproximando cada vez mais da meta dos R$ 2 bilhões previstos para o ciclo 2008/09, que inclui o custeio do plantio de verão e inverno.

"O produtor pode ficar tranqüilo, porque não devem faltar recursos para a safra 2008/09 no Paraná", disse o superintendente de Varejo do Banco do Brasil no estado, Danilo Angst. Ele considera que mais recursos podem ser solicitados para o estado. As agências paranaenses chegam a contratar R$ 70 milhões em crédito agrícola em um único dia, revela.

Os R$ 2 bilhões previstos pelo governo federal para o custeio da safra paranaense representam cerca de 25% do total de recursos disponibilizados para o estado no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2008/09. Do total de R$ 78 bilhões orçados para todo o país, cerca de R$ 8 bilhões devem incentivar a produção agropecuária no Paraná.

Pressa

O gerente de Agronegócio do Banco do Brasil, Cézar De Col, conta que o produtor tem optado por comprar insumos o quanto antes. Segundo ele, parte dos fertilizantes que estão sendo usados no preparo do solo para a safra de verão foi financiada antes inclusive do lançamento do PAP pelo governo federal, com recursos do ano anterior.

Cerca de 15% dos contratos para compra de insumo foram firmados até junho, calcula De Col. Esses contratos, explica, permitem que os produtores peçam recursos adicionais para outras despesas da safra no decorrer do período. Porém, só estariam sendo oferecidos aos produtores que mantêm suas contas em dia. A expectativa é que esse procedimento seja adotado novamente no primeiro semestre do ano que vem, caso haja recursos disponíveis dentro do orçamento do PAP.

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