As associações patronais de agricultores da Argentina anunciaram nesta quinta-feira (19) que vão fazer uma nova greve nacional de cinco dias contra a política agrária do governo da presidente Cristina Kirchner.

Durante a greve, que começa na sexta-feira (20), o fornecimento será interrompido em todo o país.

"Nos sentimos agredidos. Heverá interrupção da comercialização de produtos agropecuários", disse Mario Llambias, um dos líderes do movimento.

O anúnciou causou surpresa, pois um pouco antes o governo havia anunciado que aceitava negociar com o setor, que protesta desde o começo do ano.

Os agricultores puseram o governo contra a parede em 2008 e provocaram a derrota de Cristina no Congresso, ao derrubar um projeto que aumentava os impostos nas exportações de grãos.

As greves, protestos de ruas e bloqueios de estradas do ano passado abalaram a popularidade de Cristina e jogaram seu governo em uma crise.

A Argentina, um grande fornecedor mundial de alimentos, registrou vendas externas em 2008 de quase 35 bilhões de dólares em produtos agrícolas primários e agroindustriais; mais de 50% desse total corresponderam a impostos cobrados pelo fisco sobre as exportações.

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