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Até os aliados da presidente Dilma Rousseff se queixaram, nesta sexta-feira (22), da intensidade do corte orçamentário de R$ 69,9 bilhões, anunciado pelo governo federal.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o ajuste é “fictício”. “Esse corte é para efeito psicológico, porque o orçamento do Brasil não existe.” Segundo Renan, o Governo deveria adotar medidas como a redução de ministérios e a “abertura dessa caixa preta”.

Embora tenha elogiado o aumento da taxação sobre os bancos, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o país está “entrando num cenário explosivo”. “O governo está nos colocando, de forma consciente, numa recessão”.

O líder da bancada do PP na Câmara, Eduardo da Fonte, afirmou que é necessário que o ajuste seja feito de forma concreta nos gastos do governo para não ficar só em cima dos trabalhadores e do empresariado. Ele afirma que só com o desenrolar da execução do Orçamento será possível saber o tamanho real do congelamento de gastos.

Governo anuncia corte de despesas de R$ 69,946 bi para 2015

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Bancos

Em crise interna devido aos projetos de ajuste fiscal que restringem direitos trabalhistas e previdenciários, outros petistas comemoraram o aumento da tributação sobre os bancos. “O ajuste finalmente chegou ao andar de cima”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

Ele defende que o governo, agora, avance na proposta de taxação das grandes fortunas. Guimarães voltou a criticar os petistas que se colocaram contra o ajuste, dizendo que houve má-vontade em perceber que o ajuste não é um fim em si mesmo. “O contingenciamento é feito por qualquer governo que tem responsabilidade pelas contas públicas. Foi um contingenciamento na medida, necessário e com muito critério”, disse o petista.

Oposição

Derrotado na disputa presidencial do ano passado, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou, em nota, ter caído “a máscara do governo do PT”.

“Quem mais sofre com os cortes no Orçamento são os mais pobres, que precisam do governo federal para dispor de atendimento de saúde, de educação digna e de escolas de qualidade, de transporte e mobilidade. Todas essas áreas que agora são profundamente afetadas pelo arrocho anunciado.O passo seguinte está traçado: aumento de impostos, já iniciado desde o início do ano e agora aprofundado”, disse Aécio.

O presidente do DEM, o senador Agripino Maia (RN), disse que o governo Dilma já tem fixada sua marca, de cortar investimentos em vez de emagrecer a máquina administrativa. “Dilma está indo para o caminho mais perverso”, afirmou.

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