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Em outubro, pelo segundo mês seguido, o volume de ações que os investidores pessoa física alugaram de outros investidores (bancos, fundos etc.) bateu recorde. Foram R$ 2,1 bilhões, de acordo com a BM&FBovespa. Isso significa que mais investidores estão especulando em cima da oscilação dos papéis, buscando lucro em momentos de queda. "A Bolsa vinha de anos seguidos de alta. Era só comprar a ação e esperar subir. Com a crise de 2008, o mercado ficou mais difícil’’, diz Paulo Levy, diretor da corretora Icap.

A operação mais simples consiste em alugar ativos de outro investidor e vendê-los para comprá-los depois e devolvê-los. Quem faz isso acredita que a ação vai cair e por isso vai conseguir recomprá-la por um preço menor depois, embolsando a diferença. "É um jeito de ganhar sem ter o papel na carteira. Mas, se a ação disparar, vai ter de comprar para devolver’’, resume Marcelo Coutinho, sócio-presidente da Youtrade. O aluguel de uma ação dura, no mínimo, um dia. Os contratos, geralmente de 30 dias, podem ser renovados. Quem aluga paga ao dono do papel uma taxa, que varia de acordo com o ativo e a demanda, e é proporcional ao tempo. Quando mais gente acredita na queda do papel, a procura pelo aluguel aumenta e o custo, também.

Alugar ações para outros investidores é uma fonte de renda extra para quem costuma comprar papéis e mantê-los parados. A maior parte dos investidores pessoas físicas, no entanto, atua na ponta mais conservadora, alugando suas ações para outros operadores. Em setembro, pessoas físicas alugaram R$ 10,9 bilhões para outros investidores. O volume foi recorde em agosto: R$ 13,7 bilhões.

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