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Montadora

Após quase uma década sem anunciar investimentos, Mitsubishi vai injetar R$ 300 milhões em novo SUV

Este é o primeiro anúncio de investimento do grupo que representa a Mitsubishi em quase uma década, desde 2010

  • São Paulo
  • Estadão Conteúdo
Eclipse Cross, SUV de médio porte da Mitsubishi | Divulgação
Eclipse Cross, SUV de médio porte da Mitsubishi Divulgação
 
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Para acirrar a disputa pelo mercado de utilitários-esportivos (SUVs), o que mais cresce em vendas, a Mitsubishi anunciou na quarta-feira, 7, investimento de R$ 300 milhões para produzir, na fábrica de Catalão (GO), o SUV de médio porte Eclipse Cross, recém-lançado no Japão. Inicialmente o modelo será importado e a nacionalização ocorrerá no segundo semestre de 2019.

Este é o primeiro anúncio de investimento do grupo nacional HPE - que representa a Mitsubishi e a Suzuki no Brasil - desde 2010, quando a empresa lançou um plano de R$ 1 bilhão para cinco anos, período em que a fábrica goiana inaugurou linha de pintura e teve a capacidade ampliada para 100 mil veículos ao ano. Hoje, opera com 70% de ociosidade.

>> Novo SUV T-Cross vai tirar fábrica da Volks no Paraná do marasmo

O anúncio foi feito no Salão Internacional do Automóvel, que abre nesta quinta-feira, 8, ao público, a partir das 13 horas, no São Paulo Expo. O evento vai até o dia 18.

Robert Rittscher, diretor de operações da HPE, afirmou que o dinheiro será usado para adequação da linha de produção, novos equipamentos e treinamento de pessoal. Serão gerados cerca de 200 novos empregos (10% do quadro atual).

“O Eclipse Cross é um veículo global, nosso primeiro produto da aliança global entre Renault, Nissan e Mitsubishi”, disse Rittscher. Ele já negocia com o grupo tríplice a produção futura também da nova Pajero Sport, outro veículo que será importado pela Mitsubishi local, que tem licença para produzir veículos da marca no País.

A fábrica de Anápolis também produz o jipe Jimny, da Suzuki, em versão com câmbio manual. O modelo com câmbio automático, o Jimny Sierra, será importado a partir do segundo semestre do próximo ano.

Rota 2030

Também nesta quarta-feira (7) foi aprovada, na Câmara, a Medida Provisória que institui o Rota 2030, regime tributário especial para o setor automotivo. O texto foi aprovado em uma sessão relâmpago, de 22 minutos, no Senado, já nesta quinta-feira (8) e, no mesmo dia, sancionado pelo presidente Michel temer.

Além de aprovar o Rota, os parlamentares prorrogaram uma emenda que concede benefícios a montadoras instaladas no Nordeste do país.

Por lobby do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), governador eleito de Goiás, líderes do governo no Senado afirmaram haver compromisso do Palácio do Planalto de editar uma outra medida dando a Goiás o mesmo prazo de prorrogação dos benefícios destinado ao Nordeste, 2025.

Nacionalização

Outra fabricante de Goiás, a Caoa Chery, informou na quarta-feira, 7, que vai montar dois novos SUVs na fábrica de Anápolis, o Tiggo 5x, a partir de dezembro, e o Tiggo 7, em janeiro. O grupo também já estuda a produção da nova geração do SUV, o Tiggo 8 (todos expostos no salão), segundo informou o presidente da Caoa Chery, Marcio Alfonso.

Neste mês, a empresa iniciou a montagem do sedã Arrizo, em Jacareí (SP). Os três modelos são da chinesa Chery, empresa com a qual a Caoa - que produz alguns veículos da coreana Hyundai sob licença - fez parceria há um ano e anunciou investimentos de R$ 2 bilhões. A intenção é adequar as duas fábricas para receberem produtos de ambas as marcas. A Caoa, no entanto, ainda negocia com a Hyundai a manutenção do contrato de licenciamento.

A fábrica de Jacareí produzia os modelos QQ e Tiggo 2 e, com o Arizzo, deve produzir 24 mil veículos em 2019, ante uma capacidade produtiva de 50 mil unidades anuais. Já a unidade de Catalão deverá fazer cerca de 15 mil unidades. Todos os novos modelos têm baixo índice de nacionalização. “Deveremos atingir cerca de 60% de nacionalização em dois a três anos”, disse Alfonso.

O executivo disse que o grupo estuda importar o Chery QQ elétrico, carro compacto que, segundo ele, poderia ser vendido ao preço de R$ 50 mil, dependendo das condições de mercado e câmbio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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