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O resultado da arrecadação de impostos intensificou a queda do PIB no primeiro trimestre de 2015, que recuou 0,2%. Sem eles, o recuo seria de 0,1%. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, os impostos sobre produtos, como IPI, ICMS e Imposto de Importação, três encargos que incidem mais fortemente em setores que puxaram a queda do PIB, como indústria automobilística, comércio e importação, caíram 3,5%. A queda na arrecadação de impostos é a maior desde o primeiro trimestre de 2002, quando o recuo foi de 6,2%.

“O volume de impostos caiu mais, muito por causa dos impostos sobre importações e também do Imposto sobre Produtos Industrializados, que tiveram menos demanda”, explicou Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.

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Pior resultado em abril

Dado divulgado esta semana pela Receita Federal mostra que, mesmo com os aumentos de impostos realizados pela equipe econômica para garantir o ajuste fiscal, a arrecadação federal registrou em abril o pior resultado para o mês desde 2010. O governo federal arrecadou no mês passado R$ 109,241 bilhões em impostos e contribuições, o que representa uma queda de 4,62% na comparação com o mesmo mês de 2014, já descontando a inflação. Em abril de 2010, a arrecadação havia somado R$ 99,312 bilhões.

No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação federal somou R$ 418,617 bilhões, uma queda real de 2,71% na comparação com os primeiros quatro meses do ano passado. Para o acumulado do quadrimestre, esse é o pior desempenho desde 2011, quando o resultado foi de R$ 405,423 bilhões.

Além do fraco desempenho da economia, as desonerações continuaram pesando para o resultado da arrecadação no primeiro quadrimestre deste ano. A Receita informou que o governo federal abriu mão de R$ 38,29 bilhões nos quatro primeiros meses do ano em função das reduções tributárias, ante um valor de R$ 31,754 bilhões no mesmo período do ano passado. Somente com a desoneração sobre a folha de pagamentos, a renúncia fiscal foi de R$ 7,464 bilhões. Apenas em abril, o governo federal abriu mão de R$ 9,18 bilhões, sendo R$ 1,86 bilhão com a desoneração da folha. Justamente devido a esse benefício sobre a folha, a receita previdenciária caiu 2,69% no primeiro quadrimestre na comparação com o mesmo período do ano passado – de R$ 121,167 bilhões para R$ 117,902 bilhões.

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