Tijucas do Sul Nos próximos meses os tapetes produzidos em Tijucas do Sul devem chegar ao mercado europeu. A Instituição Filantrópica Sergius Erdelyi, que mantém o projeto Vivat Tapetum em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC PR), está acertando os últimos detalhes do contrato com a Gouvernance Consulting, empresa de representação internacional, para comercializar o produto em todo o velho continente por meio de seu escritório em Barcelona, na Espanha.
O sócio da empresa, Márcio Cunha, diz que existe um grande interesse por parte do mercado europeu em comprar produtos direto do produtor. "Imaginamos que esse tipo de artesanato tenha um espaço muito interessante na Europa." O catálogo de produtos já foi traduzido em três línguas inglês, espanhol e francês e nas próximas semanas as amostras dos tapetes devem ser enviados à Europa. "Estamos na etapa de escolher os melhores canais, preparando os materiais e definindo preços." De acordo com Cunha, os tapetes devem ser vendidos em lojas européias especializadas em artesanato ou em feiras.
Foi a coordenadora do projeto, Glória Xavier Pedro, que procurou a Gouvernance para oferecer o produto. Glória vê nas exportações o caminho para aumentar a demanda pelos tapetes, apostando no fato de eles serem exclusivos cada um tem seu certificado de autenticidade e terem como matéria-prima apenas fibras naturais. "O europeu também tem um poder aquisitivo maior." Toda a produção do Vivat Tapetum é feita a partir de matéria-prima natural como lã de carneiro, seda e algodão. Para tingi-los, os artesãos usam sementes, flores, cascas de árvores e outros corantes naturais.
Mensalmente, os artesãos fabricam cerca de 50 tapetes e, utilizando a mesma técnica, almofadas, travesseiros aromatizados e outras peças decorativas. Mas o volume vendido ainda é pequeno. Hoje os produtos são comercializados diretamente na sede de projeto, em Tijucas do Sul, ou através de catálogos ou pedidos pelo site.
"Já participamos de algumas feiras e temos interesse em vender em lojas especializadas em artesanato", diz a coordenadora. O impasse para ampliar este canal, por enquanto, é o preço. "As lojas querem colocar 100% de lucro. Mas é um porcentual que não podemos suportar porque o próprio tapete já tem um custo de produção alto. Ficaria caro demais", diz o idealizador do Vivat Tapetum, Sergius Erdelyi. O preço dos tapetes, a partir de R$ 200, varia de acordo com o seu tamanho e o número de pontos. A margem, segundo Erdelyi, é de apenas 10%, para pagar os artesãos e as despesas com a produção.Lista de espera
Mas por enquanto, é a Instituição Filantrópica Sergius Erdelyi que mantém o projeto. Conquistando a auto-suficiência, com o aumento das vendas, o objetivo é incluir mais pessoas no projeto. Já existe uma lista de espera de tijuquenses interessados. Além disso, quando chegar, o retorno financeiro deverá ser aplicado em outro projeto da instituição: uma creche que hoje atende 69 crianças da cidade.







