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Mercado financeiro

Aumento no judiciário azeda humor de investidores e derruba bolsa

Queda de 2% também é reflexo de perdas de emergentes no exterior e devolve os ganhos acumulados desde a eleição de Bolsonaro

  • Folhapress
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A aprovação do aumento do judiciário pelo Senado azedou o humor de investidores nesta quinta-feira (8) e fez a Bolsa acumular o terceiro pregão consecutivo de baixa. Com a queda, também reflexo de perdas de emergentes no exterior, o Ibovespa devolve os ganhos acumulados desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

 O principal índice acionário do país cedeu 2,39% e fechou a 85.620 pontos. Desde 26 de outubro, último pregão antes do segundo turno eleitoral, a Bolsa brasileira recua 0,11%. 

 Para analistas, a votação surpresa do reajuste do Judiciário na noite de quarta-feira eleva preocupações com o ajuste fiscal, considerado necessário para o reequilíbrio das contas públicas. Há, ainda, o receio de que a pauta-bomba seja também um recado ao governo eleito, depois de Paulo Guedes ter falado em dar uma "prensa" no Congresso para votar a reforma da Previdência. 

Segundo Alexandre Espírito Santo, da Órama Investimentos, 

 Quando as pessoas esperam [a votação], é uma coisa. Mas foi de última hora e colocou um bode na sala. Ninguém está entendendo se foi um aviso.

 

Há dias investidores vem adotando postura mais cautelosa, reflexo dos desencontros da equipe de Bolsonaro sobre a reforma da Previdência, considera pelo mercado financeiro a prioridade do início de mandato. 

 "Ainda prevalece entre os investidores o estresse por conta da indefinição de prioridades do novo governo de Bolsonaro e definição de agenda nas diferentes áreas", escreveu Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. 

 Ainda sob a perspectiva local, a queda foi liderada pela baixa de mais de 3% nas ações da Petrobras, perdas que foram, em parte, atribuídas à baixa nos preços do petróleo no mercado internacional. 

 O mercado reage à temporada de divulgação de resultados de empresas locais. As ações da Estácio recuaram mais de 8% com desempenho abaixo do esperado pelo mercado no terceiro trimestre, arrastando papéis de empresas do setor de educação. 

 Outro destaque negativo foi a Cielo, que recuou quase 10% no pregão. O Banco Central estuda a regulação de pagamentos instantâneos, que não passariam pelos atuais arranjos de pagamento. A medida deve aumentar ainda mais a competição no setor, que vem derrubando os resultados da empresa. Em Nova York, as ações da PagSeguro caíram mais de 8%. 

LEIA TAMBÉM: Banco Central dos Estados Unidos mantém taxa de juros inalterada

 O dia foi negativo para mercados emergentes, em perdas que foram lideradas pela Bolsa mexicana, que caíram quase 6%. Por lá, notícias de interferência do governo eleito no setor bancário derrubaram os papéis. 

 Já as Bolsas americanas recuaram em dia de expectativa com decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que decidiu manter os juros americanos entre 2% e 2,25% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. A próxima alta está prevista para a reunião de dezembro. 

 O dólar alternou durante toda a sessão alternando entre perdas e ganhos, fechou em baixa de 0,02%, a R$ 3,7390.

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