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Mercado Financeiro

Bolsa bate recorde histórico de volume de negócios

Euforia dos investidores levou o volume do pregão a R$ 28,9 bilhões, o maior da história da Bolsa brasileira

  • Folhapress
 | Rafael Matsunaga
Rafael Matsunaga
 
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A vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e o número de apoiadores do deputado no Congresso levaram a Bolsa brasileira a subir mais de 4% nesta segunda-feira (8). Foi registrado o maior volume já negociado na Bolsa. O dólar recuou mais de 2% e agora ronda o patamar de R$ 3,75.

O Ibovespa, principal índice acionário, avançou 4,57%, a 86.083 pontos, em um dia que foi negativo para as principais Bolsas mundiais. O volume financeiro no pregão somou R$ 28,9 bilhões, recorde para um dia em sessão sem vencimento de opções, quando o investidor tem a data-limite para exercer o direito de compra e venda de ações.

O giro recorde, de 17 de dezembro de 2014, foi de R$ 44 bilhões, em dia de exercício de opções. Excluindo-se o exercício, o volume no mercado à vista naquela data somou R$ 26 bilhões, máxima histórica anterior.

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Além disso, o real foi a moeda emergente que mais ganhou força ante o dólar nesta segunda. A divisa americana caiu 2,35%, a R$ R$ 3,7670 -na mínima, foi negociada a R$ 3,7110.

Nas mesas de negociação, a vitória de Bolsonaro no segundo turno, em 28 de outubro, é comentada como certa, e analistas do mercado financeiro destacam que o capitão reformado do Exército provavelmente conseguirá maioria no Congresso para aprovar reformas, algo que até então causava preocupação.

No domingo (7), eleitores deram 46,04% dos votos válidos a Bolsonaro, enquanto o petista, que vai disputar com ele o segundo turno, ficou com 29,26%. O PT ficou com 57 cadeiras na Câmara dos Deputados, a maior bancada, e o PSL, que teve alta expressiva, com 51.

Desde que Bolsonaro cresceu sobre Haddad nas pesquisas eleitorais, as estatais brasileiras têm apresentado alta expressiva na última semana. Nesta segunda, o efeito se repetiu com o resultado do primeiro turno. A valorização ajuda a sustentar a disparada de mais de 10% do Ibovespa no período.

Os papéis do Banco do Brasil, por exemplo, acumulam ganho de quase 40% em uma semana.

A valorização da Petrobras supera os 25% no período, enquanto papéis da Eletrobras têm 50% de alta.

Para o analista da Socopa, Nicolas Takeo, as ações do banco público e da petroleira se justificam nos números da companhia e, por isso, o movimento não poderia ser enquadrado na euforia do mercado.

“Petrobras é um papel que vinha barato comparado com pares internacionais. E aí teve sinalização positiva do ponto de vista política, o que fez o mercado olhar para o Brasil”, disse. “Outras ações são mais por euforia. [A alta da] Eletrobras não tem fundamento nos números da empresa”, afirmou Takeo.

Um dos motivos para a alta é a agenda de privatizações defendida por Guedes, economista da campanha de Bolsonaro. Segundo Guedes, o governo poderia arrecadar R$ 1 trilhão com a venda dessas empresas, apesar de o número ser questionado pelo mercado.

Há ainda no radar a expectativa de um governo menos intervencionista, que ajuda a impulsionar o mercado.

Para Victor Candido, economista-chefe da Guide, o ajuste que o mercado está fazendo é muito rápido e, por isso, ele não descarta que um movimento correção — jargão do mercado para queda no preço de um ativo após altas em sequência. “Os preços estão indo para a direção certa, mas a questão é a velocidade”, disse Candido.

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Corretoras projetam espaço para altas adicionais no Ibovespa com a consolidação de Bolsonaro.Em relatório a clientes, o BTG Pactual escreveu que o favoritismo de Bolsonaro na corrida presidencial pode levar o índice a 90 mil pontos, enquanto uma vitória do deputado abriria espaço para chegar aos 105 mil pontos (alta de 28% em relação aos atuais patamares).

O segundo turno da eleição presidencial será no dia 28.

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