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Mercado financeiro

Bolsa fecha em marca histórica de 89 mil pontos

Índice da Bovespa registra recorde histórico pelo segundo pregão seguido.

  • Naiady Piva
Bolsa de valores | Mauricio LIMA - AFP
Bolsa de valores Mauricio LIMA - AFP
 
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O Ibovespa atingiu novo recorde nesta segunda-feira (5), igualando o feito realizado na última quinta-feira (1.º), véspera de feriado. O fechamento parcial indica que o índice, principal indicador da Bolsa de valores brasileira, a B3, fechou na marca de 89 mil pontos pela primeira vez na história. Já o dólar comercial subiu 0,89% e encerrou o dia cotado a R$ 3,72.

No fechamento parcial, o Ibovespa chegou a 89.594 pontos. Alta de 1,33% em relação ao pregão de quinta-feira. O movimento é uma continuação do registrado na última semana, a primeira desde o resultado das eleições que indicaram Jair Bolsonaro (PSL) como novo presidente da República. A projeção da Guide Investimentos é de que o índice chege à marca de 96 mil pontos, até o final deste ano.

Os acenos liberais do novo presidente seguem agradando o mercado. O analista Lucas Carvalho, da Toro Investimentos, destaca que a nomeação de Ônix Lorenzoni, tido como futuro chefe da Casa Civil, como ministro já no governo Temer, pode ter influenciado positivamente o mercado financeiro.

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Isso fortalece a hipóteses de que a equipe econômica de transição queira aprovar uma Reforma da Previdência mais “enxuta” ainda este ano, no governo Temer; e outra, mais robusta, no ano que vem. “A Reforma da Previdência e outras reformas estruturantes são benéficas e o mercado financeiro acompanha isso”, avalia Carvalho. Ele também destaca a possível nomeação para o BNDES do liberal Joaquim Levy, ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, como uma notícia bem recebida pelo mercado.

O economista-chefe da Modalmais, Alvaro Bandeira, destaca a empolgação também com nomes “de pessoas com larga experiência tanto no setor empresarial como no governo” para o segundo escalão da equipe de transição, que deve trabalhar com o superministro da Economia, Paulo Guedes.

O grande destaque do fechamento desta segunda-feira (5) dia ficou por conta da ação preferencial da Petrobrás (Petrobras PN), papel mais negociado do dia, a R$ 28,16 no fechamento parcial (alta de 3,07%). Já a ordinária (Petrobras ON) subiu em 2,96% e fechou a R$ 30,65.

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Uma das principais empresas listadas na B3, a Petrobrás tem peso importante no fechamento da Bolsa. Além do otimismo político, a boa performance dos papéis neste pregão está relacionado ao balanço trimestral da empresa, que será divulgado nesta terça-feira (6).

A expectativa do mercado é de que os números sejam bons, por isso há um movimento de antecipação — os papéis começam a subir antes mesmo do balçanço ser divulgado. A alta do petróleo, no mercado internacional, e a briga entre Estados Unidos e Irã, devem impulsionar os bons números da empresa brasileira.

Subida do dólar

Influenciado por bons resultados da economia americana, o câmbio não conseguiu surfar no otimismo do mercado doméstico, e o dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 3,727, maior valor desde o dia 24 de outubro, antes da votação do segundo turno. A alta registrada foi de 0,89%.

Alvaro Bandeira, da Modalmais, atribui o resultado à forte retirada de recursos de investidores estrangeiros do mercado brasileiro, muito influenciados pela forma como o noticiário internacional retratou o quadro político das eleições brasileiras. O fluxo de recursos de estrangeiros na bolsa ficou negativo em R$ 6,2 bilhões, segunda maior retirada do ano (atrás apenas de maio), segundo informações do jornal Valor Econômico.

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Além disso, alguns analistas atribuem a alta do dólar a um “atraso” do mercado brasileiro em relação a outros países emergentes. Isto porque números positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira (2), levaram a uma valorização do dólar em outras economias emergentes. Como era feriado no Brasil, pode ser que este notícia tenha reverberado somente nesta segunda, contribuindo para a alta da moeda americana.

Vale lembrar que, na próxima quinta-feira (8), o Banco Central norte-americano irá anunciar a nova política de juros. “Grande parte do mercado aposta em manutenção do patamar atual, mas há quem ache que pode ocorrer um novo aumento. Aí podemos ter a fuga de capitais de países emergentes para lá”, avalia Lucas Carvalho, da Toro.

Semana movimentada

Além do noticiário político do novo governo, outras notícias devem seguir impulsionando o mercado financeiro ao longo desta semana.

Já na terça-feira (6) há a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reuniu na semana passada. O Copom manteve a taxa Selic nos atuais 6,5% ao ano, como era esperado. Mas a ata da reunião pode trazer orientações que aticem o mercado, a depender da direção que o comitê avalia que a economia deve tomar.

A ata indica, por exemplo, a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), um dos principais indicadores da taxa de juros interna, no Brasil.

A “temporada de balanços”, puxada pela Petrobrás, também segue a todo vapor, e pode influenciar o humor do mercado.

“Mas o grande drive desta semana deve ser a taxa de juros dos Estados Unidos”, avalia Lucas Carvalho.

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