i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Inflação

Botijão de gás e gasolina pesam e IPCA-15 sobe para 0,66% em outubro

Índice já está em 9,77% no acumulado em 12 meses

    • Reuters
    • 21/10/2015 10:16
     | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
    | Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo

    O aumento dos preços do botijão de gás e da gasolina pesou com força em outubro e a prévia da inflação oficial voltou a acelerar no mês, acumulando em 12 meses alta de quase 10% e tornando a vida do Banco Central ainda mais difícil na tarefa de domar a escalada dos preços.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,66% em outubro, após alta de 0,39% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Trata-se do maior nível para outubro desde 2002, quando subiu 0,90%.

    No acumulado em 12 meses até outubro, a alta do IPCA-15 chegou a 9,77%, contra 9,57% no mês anterior, alcançando o maior nível desde dezembro de 2003 (+9,86%) para esses períodos.

    INFOGRÁFICO: Acompanhe o crescimento do IPCA-15 em 2015

    Curitiba é a “capital da inflação” nos últimos 12 meses

    Leia a matéria completa

    A aceleração dos preços em outubro foi generalizada, com sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostrando maior pressão em relação ao mês anterior. Os que mais influenciaram o resultado foram os três com maior peso sobre o orçamento das famílias: Habitação (+1,15%), Transportes (+0,80%) e Alimentação e Bebidas (+0,62%).

    Os três juntos impactaram em 0,48 ponto percentual e responderam por 72,73% do IPCA-15 de outubro.

    A alta no indicador voltou a acelerar em outubro após três meses de desaceleração, devido principalmente ao reajuste de gás de botijão, de 10,22% após alta de 5,34% no mês anterior, como reflexo do aumento de 15% nas refinarias autorizado pela Petrobras.

    Pesou ainda o aumento nos preços da gasolina, de 6 por cento nas refinarias e resultou em alta nas bombas de 1,70% do combustível.

    “Se os preços livres continuarem pressionado o indicador, é possível que o IPCA chegue a 10% este ano. E deve continuar o quadro bastante pressionado, uma vez que serviços não mostra sinal de arrefecimento a despeito da recessão”, disse o analista de inflação da Tendências Consultoria, Marcio Milan, que calcula alta do IPCA de 9,6% neste ano e de 6,5% em 2016.

    As projeções para a inflação neste ano e o próximo vêm piorando constantemente, afastando-se do objetivo do BC de levar a inflação ao centro da meta no final de 2016, de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. Pesquisa Focus do BC mostra que a estimativa de economistas agora é de que o IPCA termine este ano com avanço de 9,75% e 2016 com 6,12%.

    Isso mesmo diante da recessão enfrentada pelo país, com o mercado de trabalho em deterioração e confiança de consumidores e empresários abalada, em meio a incertezas na área fiscal e crise política com movimentos a favor do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

    O BC anuncia nesta noite a decisão sobre a taxa básica de juros, e a expectativa de todos os 48 analistas consultados pela Reuters é que a Selic permaneça em 14,25%, maior nível desde 2006. A autoridade monetária já deixou claro que pretende manter a Selic onde está por mais tempo.

    “O repasse da depreciação do real, do grande choque dos preços administrados sobre os livres, a inércia e mecanismos formais e informais de indexação também devem manter a inflação sob significativa pressão em 2016 apesar da forte contração do PIB projetada em 2015 e 2016”, avaliou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, em nota.

    Ele avalia que a inflação acima do centro da meta do governo deve reduzir a capacidade de o BC cortar a taxa de juros de forma significativa no próximo ano.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.