A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte baixa nesta quarta-feira (15), contaminada pelo pessimismo global com a possibilidade de recessão nas principais economias mundiais.

Por volta das 11h50, o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, mostrava uma queda de 7,33%, aos 38.518 pontos, após ter registrado altas nos últimos pregões.

O humor dos investidores foi afetado pelas declarações da presidente do FED (Federal Reserve, Banco Central dos EUA) de San Francisco, Janet Yellen, que afirmou que os EUA 'parecem estar em recessão'. Segundo ela, "Os dados econômicos recentes sugerem que a economia está mais fraca que o previsto para o terceiro trimestre, sinal provável de que essencialmente não houve crescimento algum".

Dados da economia americana divulgados nesta quarta-feira aumentaram as preocupações. As vendas do varejo recuaram 1,2% em setembro, para US$ 375,5 bilhões, ante dado revisado de queda de 0,4% em agosto. Além disso, os preços no atacado dos EUA caíram 0,4% no mês.

Na Europa, as indicações também são negativas. O BC francês mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,1% no terceiro trimestre de 2008, o que confirma que a segunda maior economia da Eurozona está em recessão. O PIB francês registrou forte baixa de 0,3% no segundo trimestre.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel advertiu que o crescimento econômico do país deve registrar desaceleração, como uma conseqüência da crise financeira. "Devemos prever que o crescimento na Alemanha se desacelere", disse ela.

Panorama exterior

O medo de recessão faz com que as principais bolsas operem em baixa no exterior. Na Europa, por volta das 9h50 (horário de Brasília), a bolsa de Paris perdia 4,14%. No mesmo horário, a bolsa de Londres retrocedia 4,60% e a de Frankfurt, na Alemanha, 3,96%.

Na Ásia, o quadro não foi diferente. A Bolsa de Tóquio foi a única a registrar alta, de 1,06%. Os demais mercados registraram queda: Hong Kong perdeu 5%, Xangai 1,12%, Taipé 0,86%, Seul 2% e Sydney 0,8%

Oscilação

Na terça-feira, a Bovespa teve um dia de muitas oscilações: depois de subir quase 7% no início dos negócios, alternou entre altas e baixas na tarde desta terça-feira (14).

A reação positiva veio nas horas finais do pregão, quando a bolsa intensificou o movimento positivo. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 1,81%, aos 41.569 pontos.

Duas das empresas que tiveram prejuízos por conta de operações de derivativos de câmbio - a Aracruz e a Sadia - estiveram entre as maiores altas. A indústria de celulose teve alta de 17%, enquanto a empresa de alimentação subiu 13%. Entre as "blue chips", Petrobras teve alta de 0,63%, enquanto a Vale avançou 0,91%.

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