• 26/10/2020 09:26
Argumento da ministra

Modelo agrícola brasileiro concilia sustentabilidade e produção e é exemplo para África

  • 26/10/2020 09:26
    A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defende modelo agrícola brasileiro como exemplo para África
    A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defende modelo agrícola brasileiro como exemplo para África| Foto: Carlos Silva /MAPA

    Fomentar a inovação foi a base de desenvolvimento do modelo agrícola brasileiro, e a única forma de conciliar sustentabilidade e produção. A afirmação foi feita pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante a abertura do encontro Focus on Africa, promovido pelo Standard Bank, na manhã desta segunda-feira (26). A ministra frisou que o Brasil conseguiu alcançar um modelo agropecuário tropical sustentável e altamente competitivo, quando se imaginava que a produção era restrita a zonas temperadas. Ela lembrou que nos últimos 40 anos, a produção de grãos no país cresceu 400%, enquanto a área cultivada avançou apenas 40%. A ministra sugere que o Brasil tem muito a colaborar com a África, dado às similitudes entre o cerrado e a savana.

    A ministra lembrou que o continente africano detém metade das terras aráveis não cultivadas do mundo, mas as fazendas locais não exploram todo potencial produtivo das terras – cerca de 40% da capacidade total é explorada, de acordo com relatório da Fida. “As tecnologias do Brasil podem ser adaptadas pelos países africanos para impulsionar seus sistemas produtivos”, defende. Uma aposta é a ampliação da cooperação da Embrapa com os países do continente e a abertura maior da África para parceiros como o Brasil. O fomento ao modelo agroecológico e de sistemas agroflorestais pode ser levado à África, segundo a ministra, que destacou as políticas brasileiras que atrelam produção e proteção à biodiversidade.

    “Com base em práticas sustentáveis, o Brasil conseguiu aliar produção e preservação. A legislação brasileira obriga produtor a manter percentual de sua área como floresta. Essas conquistas, inclusive ambientais, foram possíveis graças a inovação”, diz. Para ela, como potência agroambiental, o Brasil é defensor de mercado agrícola livre, justo, sustentável e verdadeiramente liberal.

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