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Celulares inteligentes mudarão debate sobre conteúdo pago

Pagar para ler conteúdo na Web, uma ideia que parecia absurda apenas um ano atrás, está seguramente conquistando espaço como o futuro modelo de negócios dos grandes veículos ocidentais de mídia, liderados pela News Corp, de Rupert Murdoch

  • Porreuters
  • 12/03/2010 13:07

As companhias de mídia que anseiam por introduzir a cultura do conteúdo pago na Internet podem conseguir o que desejam se prestarem mais atenção à revolução dos celulares inteligentes, que altera a maneira pela qual as pessoas se conectam à Web.

Grande número de pessoas hoje usa celulares e não computadores para acessar a rede --um desdobramento que gerou modelos inteiramente novos de negócios na China, o maior mercado mundial de Internet.

Pagar para ler conteúdo na Web, uma ideia que parecia absurda apenas um ano atrás, está seguramente conquistando espaço como o futuro modelo de negócios dos grandes veículos ocidentais de mídia, liderados pela News Corp, de Rupert Murdoch.

Mas nesse meio tempo, as vendas de celulares inteligentes, que são parte da economia das telecomunicações, muito diferente da Web, devem ultrapassar o número de computadores de mesa vendidos no máximo até 2012, de acordo com o grupo de pesquisa de tecnologia Gartner. Há que quem acredite que isso possa acontecer ainda este ano.

E na China --que abriga mais usuários de Internet que qualquer outro país--, conteúdo pago é absolutamente inviável, disse Kai-Fu Lee, antigo diretor das operações chinesas da Microsoft e posteriormente do Google, e que recentemente estabeleceu uma companhia própria.

"Os consumidores chineses têm a firme convicção de que as coisas deveriam ser gratuitas, de modo que os esforços para cobrar por conteúdo no geral fracassaram", disse Lee durante a Abu Dhabi Media Summit, esta semana.

Grupos editoriais tradicionais tais como a News Corp, a New York Times e a Axel Springer decidiram recentemente alterar seu sistema e começar a cobrar pelo acesso a notícias online, o que acarreta em risco de uma redução de audiência em troca do possível aumento nas receitas de assinatura.

As decisões, tomadas depois de longas controvérsias, ainda não foram testadas junto aos consumidores, mas cresce o consenso de que não resta alternativa, porque as receitas publicitárias que foram devastadas pela recessão não recuperarão os patamares anteriores.

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