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Cético sobre o Datafolha, investidor brasileiro ignora tensão no exterior e dólar cai

Em relatório, a Guide Investimentos lembrou que viradas de segundo turno com a distância verificada entre Haddad e Bolsonaro “nunca aconteceram”

  • Folhapress
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 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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No último pregão antes da definição do novo presidente do país, o mercado financeiro ignorou o dia massivamente negativo para as principais Bolsas mundiais. O dólar operou em queda ante o real desde a abertura, fechando com queda de 1,31%, a R$ 3,65. Já a Bolsa, abriu em alta, caiu pela manhã, mas reagiu no início da tarde, fechando em alta de 1,95%, a 85.719 pontos.

Na noite dessa quinta-feira (25), a nova pesquisa Datafolha* mostrou redução de seis pontos na vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial.

Na pesquisa, o capitão reformado do Exército tem 56% dos votos válidos, enquanto o petista aparece com 44%. A rejeição a Bolsonaro voltou a subir.

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Em relatório, a corretora Guide destacou a diminuição da distância entre os dois, mas avaliou que resta pouco tempo até a eleição para que ocorra uma mudança de cenário. “Viradas no segundo turno com essa distância nunca aconteceram”, escreveu a empresa. Essa percepção ajudou a reduzir perdas no mercado local.

"Nesta sexta, saíram outras duas pesquisas, da XP e Paraná Pesquisas, mostrando que o Datafolha pode ser contraposto", disse Roberto Indech, analista-chefe da Rico e colunista da Gazeta do Povo.

Jair Bolsonaro foi abraçado pelo mercado financeiro como o candidato viável e ao mesmo tempo disposto a abraçar uma agenda de reformas consideradas necessárias para o reequilíbrio das contas públicas. O capitão reformado do Exército conseguiu arrebanhar o apoio adotando como guru o economista de viés liberal Paulo Guedes.

"Não vejo mercado radicalmente pró-Bolsonaro, vejo mais como anti-esquerda", afirmou Indech.

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No exterior, as perdas foram pautadas pelos resultados decepcionantes de gigantes de tecnologia americanas, como Google e Amazon. O impacto foi direto sobre a Nasdaq, que reúne ações do setor de tecnologia. O índice da Bolsa de tecnologia fechou em -2,07%.

O mercado também teve de digerir nesta sexta os dados do PIB dos EUA, que cresceu a uma taxa anualizada de 3,5%, disse o Departamento de Comércio nesta sexta em sua primeira estimativa do PIB do terceiro trimestre.

Embora o resultado tenha representado uma desaceleração em relação ao ritmo de 4,2% no segundo trimestre, ainda superou o potencial de crescimento da economia, que economistas calculam em 2%. Com isso, Dow Jones (-1,19%) e S&P 500 (1,73%) também recuaram nesta sexta (26).

*Pesquisa realizada pelo Datafolha de 24/out a 25/out/2018 com 9.184 entrevistados (Brasil). Contratada por: REDE GLOBO E FOLHA DE SÃO PAULO. Registro no TSE: BR-05743/2018. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Confiança: 95%.

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