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Financês

Depois da caderneta?

  • PorFranco Iacomini - iacomini@gazetadopovo.com.br
  • 25/08/2014 21:19
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Depois que o governo federal mexeu nas regras para remuneração das cadernetas de poupança, em 2012, muita gente decretou a morte dessa modalidade de aplicação. O pessoal do mercado imobiliário chegou a ficar bastante preocupado com a falta de recursos para novos empreendimentos – como se sabe, parte dos depósitos da caderneta de poupança deve ir, obrigatoriamente, para esse segmento; temia-se, portanto, que a caderneta encolhesse de forma a prejudicar o financiamento da construção.

Não foi o que aconteceu. Na verdade, o saldo das cadernetas vem crescendo sem parar, e a um ritmo mais acelerado do que antes. Conforme você pode ver pelo gráfico ao lado, a curva a partir de meados de 2012 ficou até um pouco mais íngreme. Dessa forma, o papo que se falava de AC/DC (antes da caderneta e depois da caderneta) revelou-se alarmista e sem razão de ser, porque as suas virtudes – a facilidade de investir, sem tíquete mínimo e sem burocracia, e a isenção de impostos sobre o ganho – superaram de longe o problema da rentabilidade cadente.

Antes de a gente dar a conversa por encerrada, no entanto, há um assunto que precisa ser abordado. O falatório em torno da caderneta serviu para abrir os olhos dos investidores para outras opções de investimento que já estavam ao seu alcance, mas que recebiam pouca atenção. Em especial para as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), cujo rendimento é isento de Imposto de Renda. Elas cresceram muito nesse período: em janeiro de 2012, o estoque de LCIs em poder do público era de R$ 47,08 bilhões; ontem, esse mesmo estoque somava R$ 126,34 bilhões. Um aumento de 168% em pouco mais de um ano e meio.

Suas coirmãs, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), tiveram crescimento mais modesto, mas mesmo assim considerável. Tinham estoque de R$ 26,4 bilhões em 2 de janeiro de 2012. Ontem, somavam R$ 36,8 bilhões. Elevação de 39%.

O Imposto de Renda faz muita diferença em qualquer aplicação. Os investimentos em renda fixa obedecem a uma escala de alíquotas que premia quem mantém o dinheiro aplicado por mais tempo – uma lembrança do tempo em que a ciranda financeira (ou seja, a movimentação rápida de recursos entre aplicações, típica da época da hiperinflação) alimentava os mecanismos de indexação. A mordida do leão varia entre 15% e 22,5%. No caso da renda variável, a alíquota é de 15% (20% nas operações de day trade, em que as ações são compradas e vendidas no mesmo dia). Assim, isenção de imposto faz uma diferença brutal.

Depois da mudança na caderneta, as instituições financeiras fizeram mais emissões, os consultores financeiros ficaram mais "ligados" e os investidores, mais desconfiados. E o mercado cresceu. Até para a poupança.

Fundo garantidor

Para quem está interessado nas LCIs e LCAs da vida, não custa lembrar que o risco desses papéis está ligado ao banco emissor. Em português claro, se o banco quebrar, o papel vai micar. É por isso que, em geral, bancos menores pagam juros maiores, é uma forma de compensar o risco maior que está sendo aceito pelo investidor.

Aquele abraço! Mande suas dúvidas e comentários para financaspessoais@gazetadopovo.com.br

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