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Mercado financeiro

Com dúvidas sobre pacote, Bovespa cai 3,7% e dólar sobe 2%

As incertezas sobre a economia global levaram à conclusão de que a demanda por commodities básicas vai ser reduzida. Com isso, sofreram Petrobras e Vale, as duas principais ações negociadas no mercado brasileiro

  • PorG1/Globo.com, com agências
  • 23/09/2008 14:58

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte baixa nesta terça-feira (23), seguindo a indefinição relativa à ajuda de US$ 700 bilhões prometida pelo governo dos EUA aos bancos em crise que atuam no país. A liberação do dinheiro depende do Congresso norte-americano. O dólar sobe 2% e fecha cotado a R$ 1,83.

Com isso, o índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, teve baixa de 3,78%, encerrando o pregão aos 49.593 pontos. Foi a segunda baixa seguida do mercado brasileiro - na véspera, a Bovespa havia registrado queda de 2,86%. O volume financeiro negociado foi de R$ 5,35 bilhões.

As incertezas sobre a economia global levaram à conclusão de que a demanda por commodities básicas vai ser reduzida. Com isso, sofreram Petrobras e Vale, as duas principais ações negociadas no mercado brasileiro. Ambas tiveram queda de mais de 4% nesta terça-feira. Ações ligadas ao varejo, como as Lojas Americanas e a Renner, tiveram baixa superior a 7% no dia.

Sabatina à americana

O mercado repercute os pronunciamentos do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Henry Paulson, perante o Senado, pedindo a aprovação do pacote de ajuda.

O presidente do Federal Reserve afirmou ao Congresso norte-americano nesta terça-feira que caso o plano de socorro ao setor financeiro não seja aprovado, o país poderá enfrentar uma recessão, associada a uma alta no desemprego. "Os mercados financeiros estão numa condição frágil e podem ficar piores sem o plano", disse.

Segundo Bernanke, caso o plano não passe pelo Legislativo americano, as empresas poderão ficar sem crédito suficiente para se expandir e contratar novos funcionários, enquanto consumidores podem se ver impedidos de adquirir novos bens.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, que também falou aos congressistas, disse que é melhor não incluir na proposta de resgate do setor financeiro emendas não relacionadas ao plano, que poderiam atrasar a resolução de questões importantes.

"Nos últimos dias, ficou claro que existe um consenso bipartidário em torno de uma solução legislativa urgente", afirma Paulson. "Nós precisamos aproveitar esse clima e aprovar o projeto rapidamente e evitar atrasá-lo com outras cláusulas que não estão relacionadas ou que não tenham amplo apoio."

Planejamento

Os investidores ainda aguardam mais detalhes sobre o plano que poderá tirar bilhões em ativos ilíquidos do balanço dos bancos. Outros setores também querem entrar no resgate. Segundo o "Wall Street Journal", montadoras e outras empresas fazem lobby para ter seus ativos problemáticos inclusos no plano do Tesouro.

Cenário

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em baixa. Os principais índices da Bolsa de Nova York tiveram queda superior a 1%. O Dow Jones, referência para Wall Street, teve baixa de 1,47%, enquanto o indicador tecnológico Nasdaq teve desvalorização de 1,18%.

Os mercados europeus continuam a tendência negativa registrada na véspera. Entre os principais mercados, Londres teve retrocesso de 1,91%, enquanto Paris teve baixa de 1,98% e Frankfurt registrou desvalorização de 0,64%.

Na Ásia, o quadro não foi diferente, com os principais mercados em queda. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, terminou a sessão com queda de 3,87%. O mercado de valores de Xangai caiu 1,56%. Na Austrália, a bolsa fechou em baixa de 2%. A Bolsa de Tóquio (Japão) não abriu devido a um feriado.

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